E agora, voltamos a nossa programação normal

Olá pessoal! Recentemente migramos os Abroaders de servidor. Por isso, vocês talvez tenha sentido um soluço quando tentaram visitar o site. Depois de muitas horas de procrastinação trabalho, estamos de volta!

E para celebrar, resolvemos criar uma série de vídeos curtos e em linguagem simples: “Explicando pra minha mãe”. A ideia é explicar o tema da pesquisa de doutorado de cada um de nós para pessoas de todas as áreas – incluindo nossas próprias mães! A frequência de postagem vai depender da disponibilidade de cada um. Estamos todos quase concluindo o doutorado (e portanto com a corda no pescoço)!!

Nossos objetivos são:

  • tornar a ciência e a pesquisa acadêmica mais acessível para todo mundo,
  • mostrar o valor do que fazemos com os seus impostos,
  • e inspirar futuros mestrandos e doutorandos!

Ajude a gente!

Se você é estudante de doutorado no Brasil ou no exterior e tambem quer compartilhar sua pesquisa, entre em contato conosco. Ficaremos felizes com a sua participação!

Explicando pra minha mãe:

Sem mais delongas, aqui vai o primeiro da série! A Abroader Nanda Cruz Rios fala sobre a economia circular e o reuso de materiais de construção. Feedbacks são bem-vindos e nos ajudam muito a melhorar a nossa pesquisa. Obrigado e até a próxima!

O Abroaders está em manutenção!

Durante os próximos dias estaremos fazendo manutenção nos servidores do Abroaders!

O que isso quer dizer você perguntou?

Bom, o conteúdo esta ai e não vai sofrer alterações, porém o tempo pra carregar o site pode ser afetado.

O formulário de contato também não funcionará direito, então se você tem alguma pergunta, espera uns dias até a gente ajeitar a casa!

Quando as mudanças estiverem 100% anunciaremos aqui no site em um novo post!

Desculpe o transtorno e obrigado pela compreensão!

Bolsistas de doutorado no exterior aguardam decisão da Capes há mais de cinquenta dias e podem ficar sem recursos para necessidades básicas

 

Graças ao descaso do Governo Brasileiro com o futuro da ciência no país,  seus impostos estão indo pelo ralo – em dólar

Amigos, já faz um tempo que não publicamos nada. É uma pena que estejamos de volta com esta postagem em particular, mas agora somos nós que precisamos da ajuda de vocês. Por isso, hoje não tem piada, nem brincadeira, nem bom humor. Hoje o assunto é sério. Vamos lá.

 

Nós somos estudantes de doutorado pleno nos Estados Unidos pelo programa Ciência sem Fronteiras. Quem cuida das nossas bolsas de estudo é a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que faz parte do Ministério da Educação (MEC).

 

Nós recebemos uma bolsa de estudos de duração máxima de 48 meses, a ser renovada anualmente sob pedido do estudante. Todos os anos, fazemos o pedido de renovação junto à CAPES três meses antes do início do novo ano letivo e enviamos os documentos necessários (formulários, relatório de desempenho, e pareceres dos orientadores). Esta etapa ocorre normalmente até o mês de Abril, para os doutorandos que iniciam o período acadêmico em Agosto, ou em Maio para os que pesquisam em universidades onde o ano letivo tem início em Setembro.

 

É importante ressaltar que os estudantes não são autorizados a fazer esta solicitação com antecedência maior que os três meses, conforme orientado pela CAPES.

 

Este ano porém, até a data de hoje, muitos bolsistas ainda se encontram sob a expectativa da renovação. A situação é especialmente preocupante para muitos de nós porque a última trimestralidade recebida pela CAPES se encerra no próximo mês, Julho de 2016. Sendo assim, caso algumas bolsas não sejam renovadas, dificilmente teremos tempo hábil para solicitar recurso e/ou auxílio dos departamentos de pesquisa locais antes que nossos recursos financeiros se esgotem.

 

Estamos, portanto, a um mês e meio do esgotamento do nosso financiamento atual e ainda sem ter conhecimento sobre o rumo que tomarão os nossos processos no próximo ano. A resposta que obtivemos da CAPES quanto a este atraso é que, segundo o Manual do Bolsista (que a propósito vem sofrendo modificações constantes sem notificar os estudantes), as nossas solicitações devem ser enviadas com 90 dias de antecedência para que haja tempo hábil para a avaliação por parte da CAPES (como fizemos). Segundo a Auxiliar Administrativa da CAPES informou os bolsistas por e-mail, isso significa que a CAPES terá até o início do próxio ano letivo, ou seja, até o esgotamento total do nosso salário trimestral, para emitir um parecer sobre a renovação das bolsas. A auxiliar não aprofundou a resposta ou investiu esforço algum para entender a situação dos estudantes ou averiguar o que poderia ser feito. Isso, aliás, é uma marca da comunicação da CAPES com os bolsistas: a maioria dos e-mails de resposta limita-se a transcrições de trechos do Manual do Bolsista e não há nenhum esforço por parte da agência do Governo em avaliar as solicitações caso-por-caso (falaremos mais sobre isso na próxima publicação).

 

Diante disto, eu lhe pergunto: você sabe o que acontece se a renovação de uma bolsa for negada?

 

Neste caso, o estudante pode 1) entrar com um recurso em até 10 dias e aguardar a nova decisão da CAPES, 2) pedir auxílio ao departamento de pesquisa na Universidade no exterior para tentar um financiamento pela Universidade, ou seja, uma bolsa de estudos independente do Ciência sem Fronteiras, CAPES, Governo Brasileiro, ou 3) aceitar a decisão da CAPES sem recorrer, abandonar o doutorado no meio do caminho, e retornar ao Brasil em até 30 dias contados a partir da decisão da CAPES.

 

Agora, me diga: se tivermos a renovação da bolsa negada, com que recursos o Governo espera que possamos ficar e tentar resolver a nossa situação (leia-se entrar com o recurso ou pedir ajuda à Universidade)?? Como vamos pagar aluguel, alimentação, e contas durante este período de espera do resultado final, ao qual temos direito??

 

Ao mesmo tempo, temos notícias de que alguns estudantes estão tendo seus pedidos de renovação negados, sob justificativas gerais e supérfluas em pareceres que não são sequer assinados por um consultor. Há consultores alegando pouco potencial de inovação em projetos já aprovados pela CAPES e renovados em anos anteriores! Outros ignoram completamente os pedidos de alunos, apesar de excelentes desempenhos acadêmicos, comprovados por histórico escolar, relatório de atividade e recomendação de professores.

 

As consequências deste descaso do Governo Brasileiro não param aí. Primeiro, lembramos que nós, bolsistas, investimos nosso tempo e recursos no processo de admissão ao doutorado (estamos falando de muitos meses e alguns mil reais), para que tivéssemos nossos estudos financiados pelo Governo Brasileiro com a contrapartida de retornarmos ao país para devolver o conhecimento adquirido. Vamos deixar claro: o Governo investiu em nós, o que é diferente de fazer um favor. Portanto, a não renovação de bolsas por motivos como os que citamos aqui é a perda deste investimento.

 

Segundo, por causa desta falta de respeito que o Governo vêm demonstrando com os bolsistas, muitos de nós já estamos cogitando buscar apoio das Universidades para que nos mantenham como bolsistas independente da CAPES. O que isso significa? Que muitos bolsistas estão optando por cancelar seus contratos com o Governo e pagar de volta o valor investido com juros e correção monetária para não ter que conviver com este tratamento que nos é dado pela CAPES. Em outras palavras, bolsistas estão escolhendo devolver o investimento brasileiro e aplicar o conhecimento adquirido no país que os acolheu e os levou a sério. Justiça seja feita, um doutorado (ainda mais longe de casa, família, e amigos) já acrescenta uma carga considerável de estresse na vida de um estudante. A última coisa que precisamos é ser tratados com descaso pelo nosso próprio país!

 

OU SEJA: o Ciência sem Fronteiras e os programas de doutorado no exterior da CAPES estão perdendo a sua função primária que é investir na capacitação da pesquisa brasileira! E isso, amigos, é muito sério. É o dinheiro dos impostos de milhões de brasileiros jogado no lixo, mais uma vez.

 

Por isso, agora pedimos a sua ajuda. Já enviamos uma carta assinada por mais de 50 bolsistas à Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG), que tem como uma de suas funções representar os estudantes na cobrança de seus direitos junto às agências patrocinadoras como a CAPES. Mas isso não é suficiente, queremos que ouçam nossa voz!  Compartilhe este texto e/ou estas informações como quiser.  Mande para seu candidato no Governo, para seu amigo jornalista, divulgue em redes sociais. Faça seus amigos, sua família, e todos que pagam impostos saberem o que está acontecendo com a pesquisa no país.

 

O Futuro do Brasil agradece.

Conheça a BRASCON, conferência voltada para estudantes brasileiros nos EUA

E aí, já sabe o que fazer depois da pós graduação? Como fazer pra usar esse aprendizado todo no exterior pra gerar inovação, crescer na carreira e garantir um emprego?
Três estudantes brasileiras de pós graduação resolveram promover uma conferência aqui, nos Estados Unidos para tentar responder essas perguntas – a BRASCON. Essa idéia cresceu e hoje a equipe conta com 17 membros de 13 estados americanos e 14 universidades.

Nessa conferência, pesquisadores brasileiros que estudaram nos Estados Unidos e que hoje tem alto impacto na comunidade científica, assim como empreendedores brasileiros de sucesso, vão contar um pouco da sua trajetória. Dentre os palestrantes confirmados estão Miguel Nicolelis, Marcelo Gleiser e Leonardo Teixeira.

Além dessas feras da academia, representantes de instituições chave para a ciência e indústria no Brasil e nos Estados Unidos vão participar de painéis de discussão.

E você? Você pode apresentar seu trabalho oralmente ou como poster e de quebra conhecer outros brasileiros que estudam ou trabalham nos Estados Unidos. Esses contatos podem fazer toda a diferença na hora de encontrar colaborações pra sua pesquisa (e quem sabe até um emprego).

Vem pra BRASCON você também! Vai ser dias 12 e 13 de março do ano que vem (provavelmente no seu Spring Break), na Harvard University. Inscrições pelo site brasconference.org.

Fique por dentro da BRASCON, siga a página no facebook: BRASCON no Facebook.

FAQ renovação J1

Olar gafanhoto!

Já passou um ano que você está se estressando estudando e resolveu tirar umas férias no Brasil? Pois é, se você tem o visto J1, vai ter que renovar antes de voltar para a terra do Tio Sam! Mas do not fear my friend! Neste post juntamos as perguntas que temos recebido de nossos fãs leitores e as respostas de quem já passou por mais essa burocracia.

 

Sem mais delongas vamos ao que interessa:

  • Preciso pagar a SEVIS? Não! A taxa SEVIS (Student and Exchange VISitor program) está atrelada ao seu programa de pós e só é necessário pagar uma vez. Como o pessoal que veio com o CsF teve sua SEVIS emitida pela LASPAU, se você desistir da bolsa brasileira e quiser ficar apenas com alguma bolsa da universidade, por exemplo, você talvez tenha que pagar novamente. Mas aí não podemos ajudar, ninguém passou por isso aqui.
  • A renovação é automática? Não! Você vai ter que passar por todo o processo novamente, ir ao CASV, agendar entrevista, pagar aquela taxa marota da entrevista… Mas não tenha medo, é só seguir o lindo passo-a-passo que a gente já fez.
  • Mas eu liguei pra agendar o CASV e o aendente me disse que não preciso ir ao consulado fazer entrevista!??? Pois é, mas tem. Quando você for no CASV, vão te mandar fazer a entrevista de qualquer jeito! E o pior é que talvez não tenha horário disponível no mesmo dia ou no seguinte, então tome muito cuidado nessa parte!!!
  • E o DS-2019, o que faço com ele? Fale com o seu advisor da LASPAU. Você vai precisar de uma assinatura válida (com menos de 1 ano) pra poder renovar o visto.
  • Mas meu DS-2019 não tem mais lugar pra assinar e preciso renovar denovo, o que faço? A LASPAU vai mandar um DS novinho em folha para você, fale com o seu advisor da LASPAU.
  • Posso renovar antes de viajar? Não. Você não consegue tirar visto dentro dos EUA.
  • Posso renovar em outro lugar que não o Brasil? Sim. Você pode renovar em outro país que ofereça esse serviço. Sabemos de casos de gente que renovou no Canadá, México. Informe-se caso tenha que viajar para uma conferência em outro lugar, por exemplo!

 

Se você tiver mais alguma pergunta, mande pra gente que colocaremos aqui na lista. Abaixo temos alguns pontos interessantes:

  • O site de agendamento foi atualizado, talvez você tenha que criar uma nova conta
  • Ná hora de agendar, não selecionar a opção CsF
  • O telefone de ajuda para o visto (ligando a partir dos EUA): 703-439-2340
  • Para agendar, use as opções 3 – 2 – 2 – 2 (vai até falar em português/portunhol com o atendente)
  • Se você é CsF, lembre de pedir autorização para a CAPES/CNPq!

Por hoje é só pessoal!

DOIS ERROS para você evitar ao se candidatar a uma pós no exterior: um depoimento de Luiza Cruz

Hoje temos uma inspiração para vocês!

O nome dela é Luiza Cruz, ela é mineira, formada em Farmácia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e está a caminho do seu doutorado em Química na Imperial College London. Mas para chegar lá, teve que driblar algumas pedras no caminho…

A hora da candidatura vai chegando e você fica igual a siri na lata, perguntando:

“tem alguém que NÃO passou? Alguém que foi aceito pelo programa de bolsas (como o Ciência sem Fronteiras, por exemplo) aqui no Brasil mas foi recusado pelas universidades??”
“tem alguém que NÃO passou? Alguém que foi aceito pelo programa de bolsas (como o Ciência sem Fronteiras, por exemplo) aqui no Brasil mas foi recusado pelas universidades??”

Well, jovem, tenho uma boa e uma má notícia pra vocês, mas vou dar a má primeiro (como sempre):

SIM, TEM GENTE QUE NÃO É ACEITO POR NENHUMA DAS UNIVERSIDADES.

Mesmo tendo milhares de experiências acadêmicas, estágios, o diabo a quatro.

Oh, céus, mas POR QUÊ???
Oh, céus, mas POR QUÊ???

Porque eles não conheciam os Abroaders  cometeram alguns erros muito comuns, que parecem bestas mas são desastrosos. Pode dar a boa notícia agora?

Temos aqui uma candidata que TENTOU DE NOVO, PASSOU, e veio dar as dicas de como NÃO repetir esta experiência – a não ser que você curta fortes emoções, viver perigosamente, e tal… daí você pode ser nosso próximo exemplo de superação, mas garanto que prefere seguir as dicas da Luiza e ser feliz logo de primeira. Então, com vocês, Luiza Cruz!

“Quando eu comecei o meu primeiro processo para realizar o doutorado no exterior pelo Ciência sem Fronteiras, em agosto de 2012, nunca achei que somente dois anos depois finalmente conseguiria. Estava realizando o estágio final da faculdade em uma indústria, já havia feito um estágio em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) em um instituto na Suíça, participado por três anos de projetos de iniciação científica e ganhado prêmio de destaque acadêmico na minha turma de graduação. Hoje, posso ver claramente meus dois maiores erros naquela primeira vez: escolha do orientador/programa e a elaboração da SoP (Statement of Purpose).

Pode parecer meio óbvio, mas na pós-graduação você tem um grau maior de interdisciplinaridade e por isso mais opções de programas e orientadores. Em 2012, eu não sabia como era o processo para ser admitida e acabei fazendo escolhas erradas. Não pesquisei direito e nem mantive contato com os professores, ou seja, o caminho certo… se você deseja fracassar. E foi depois de um fracasso total no primeiro ano que decidi tentar de novo.

Pensei: o que eu quero fazer depois do doutorado?

A resposta estava na ponta da língua e então comecei a listar o que eu precisava e quais programas e orientadores poderiam me ajudar a chegar lá.  Mudei de área e mantive contato com vários potenciais orientadores (acabei nem me candidatando para todas as universidades). Para ter certeza do research fit, ou seja, se os meus planos de pesquisa se encaixavam com os interesses dos orientadores, fiquei de olho nas publicações mais recentes dos grupos de pesquisa (em quais periódicos, com qual freqüência publicavam e as colaborações mais importantes). Depois de muita pesquisa, eu fechei minha lista com a certeza de que em qualquer um dos grupos eu seria bem-vinda e de que a pesquisa tinha tudo a ver comigo.

Segundo e mais importante, SoP. Hoje eu sei que meu primeiro SoP foi digno de dó. Parecia mais uma versão em texto do meu currículo. Na minha segunda tentativa, eu tirei tudo que já estava no meu currículo e foquei no que era realmente importante:

Por que eu, e não outra pessoa, tinha que ser escolhida?

Mostrei por A + B (com citação e tudo!) que não só eles eram a minha escolha lógica como também eu era a deles. Na média, cinco parágrafos e uma página e meia foram suficientes para mim. Antes de submeter, eu pedi a uma amiga inglesa, ao meu ex-mentor que é doutor na minha área e que tem o emprego dos meus sonhos e a minha irmã para avaliarem meu texto. No total, fiquei quase 5 meses trabalhando no meu texto. E se eu o ler hoje, com certeza ainda mudaria muitas coisas. Por isso, gaste o máximo de tempo e esforço que der nele, vai valer a pena.  

Assim que percebi o fracasso iminente de 2013, decidi que iria fazer de tudo para levar a minha candidatura a outro nível. Pensei nas coisas que poderiam ser melhoradas. GPA da graduação? Já era. Refazer os testes? Muito trabalhoso, mas possível. Refiz o GRE e melhorei minha nota (não acredito que o GRE seja o fator decisivo em uma application, mas também não atrapalha e, se você tem o tempo e o dinheiro, por que não?).

Agora o ponto mais crítico e talvez mais trabalhoso. Eu sabia que não podia ficar simplesmente um ano parada (academicamente falando) e seria muito bom ter mais experiência em pesquisa na área. Solução? Mestrado. Não pelo título em si, mas pela experiência em pesquisa, que nunca é demais. Também me ajudou o fato do mestrado ser na nova área escolhida e, portanto mostrou aos avaliadores que mesmo sendo de outra área eu poderia dar certo no programa deles.

Mas mesmo sendo cuidadosa, ainda cometi alguns erros. Uma das muitas exigências dos programas de pós-graduação nos EUA é o GRE Subject [nota dos Abroaders: em nosso material sobre o GRE, falaremos sobre isso]. Entre os top 20 programas da minha área, somente um ou dois não exigem o teste. E se você quer ir para as melhores universidades (quem não quer?), se prepare para enfrentar forte concorrência aqui. Na minha área, é bastante comum ver norte-americanos com 60, 70% sendo aprovados nos melhores programas, sendo que para estudantes internacionais a média fica acima de 90%. Além disso, o teste pode ser oferecido até três vezes por ano, mas no Brasil geralmente apenas duas datas são disponibilizadas. Ou seja, não deu tempo de estudar e quando fui ver já não havia mais data disponível e acabei não fazendo o teste.  Ainda dá tempo de checar esses requerimentos e não bobear que nem eu (geralmente, as provas são em abril, setembro e novembro).

Enfim, depois de dois anos de muita correria, finalmente colhi os frutos. Fui aceita em 3 de 4 das minhas universidades (na quarta fiquei na lista de espera), fui chamada de top candidate em uma, chorei para escolher outra, mas… so far no regrets.

Em outubro vou começar meu doutorado para fazer exatamente o que eu sempre quis fazer e com a certeza de que foi a melhor escolha.”

Lindo, não? Aposto que ficou com os olhos marejados aí. Pois respire, volte à vida real e releia o texto com cuidado, porque a Luiza deu dicas muito importantes aqui! Muitas delas você verá novamente em breve, em nosso material sobre SoP que estamos preparando com cuidado.  Ah! Se quiser saber mais sobre como encontrar seus orientadores e universidades, clique aqui.

Abraço dos Abroaders!

Inglês sem Fronteiras: uma oportunidade a aproveitar!

Olá, jovem que está cursando a graduação ou pós-graduação (stricto sensu) e quer fazer uma parte do curso no exterior, mas está ainda no the book is on the table. Que fase! Mas não se desespere: o post de hoje é para você.

Sim, você!! Você que  estava passeando pelo Abroaders, fuçando informações sobre pós graduação no exterior… já descobriu que não precisa de mestrado para doutorado, já escolheu que tipo de pós graduação vai fazer, já sabe de cor as 10 coisas que não pode deixar de saber sobre o Ciência sem Fronteiras e se empolgou com a entrevista da Gisele Ribeiro. Também quero!, você pensou. Até começou a pesquisar universidades e orientadores, quando de repente se lembrou de um pequeno detalhe: os exames de proficiência na língua inglesa…

IsF

…e seu inglês está mais enferrujado que a última taça que o Vasco ganhou.

Pois seus problemas acabaram! Os Abroaders conseguiram que uma amiga escrevesse por livre e espontânea pressão um pouco mais sobre o Inglês sem Fronteiras, esse programa que você nem sabia que existia e que pode te livrar de ser deportado de volta ao Brasil pela falta de proficiência no inglês.

O texto foi escrito pela Elisa Bellone, essa graça de pessoa que, além de ser aluna do curso de Letras (Português-Inglês) da UFVJM em Diamantina, também é professora do Inglês sem Fronteiras. Quer saber o que ela tem pra te contar? Acompanhe:

“No mundo contemporâneo, após a globalização, é exigido o conhecimento e domínio de outro idioma. Pensando nisso, para ajudar estudantes universitários de todo o país a aperfeiçoarem seu conhecimento da língua inglesa e adquirirem proficiência na língua, o governo criou o Programa Inglês sem Fronteiras (IsF), que visa proporcionar oportunidades de acesso às universidades de países anglófonos através do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) à todos aqueles interessados em participar do processo de seleção. São ofertados periodicamente cursos à distância, presenciais e aplicações de testes de proficiência.

O primeiro passo para ter direito de participar do IsF é ser aluno de graduação ou pós-graduação strictu sensu de instituições de ensino superior públicas ou privadas. O segundo é o aluno estar necessariamente ativo no curso de inglês oferecido a distância, o My English Online (MEO). Alunos de graduação de instituições de ensino superior privadas podem participar do MEO desde que tenham obtido nota igual ou superior a 600 no ENEM e alunos de pós-graduação desde que tenham seus programas credenciados pela CAPES.

Para concorrerem a vaga nos cursos presenciais de inglês oferecidos pelo Núcleo de Línguas de sua instituição, é necessário que o interessado esteja cursando no mínimo o nível 2 do My English Online e terá prioridade se for estudante de algum dos cursos prioritários para o Ciência sem Fronteiras. Os cursos presenciais são intensivos de 4 horas semanais com sua duração podendo variar entre 16, 32, 48 e 64 horas de acordo com o objetivo a ser atingido pela universidade. Seu período de inscrição é divulgado pela própria instituição à comunidade universitária por meio de seus sistemas internos.

Quanto aos testes de proficiência, alunos que se candidatem ao Programa Ciência sem Fronteiras ou outros programas da CAPES/CNPq que incluam o TOEFL ITP em seus editais terão o direito de realizá-lo sem custo (a data de aplicação desses testes também é divulgada pela instituição e pode ter o perfil de nivelamento ou de proficiência de acordo com o edital do CsF).

Observem que o TOEFL ITP é somente para candidatos à graduação sanduíche! Candidatos a alguma pós devem fazer o TOEFL IBT. Você pode saber mais sobre este último baixando o nosso e-book sobre exames.

Os interessados em se cadastrar no My English Online devem acessar este site e preencher seus dados. Para mais informações acessem o site do Programa Inglês sem Fronteiras, lá vocês encontrarão o edital do programa com todas as informações necessárias de como participar.

Aproveitem a oportunidade!”

Os principais exames exigidos para a sua pós-graduação no exterior

Clique na imagem para ter acesso ao nosso e-book!
Clique na imagem para ter acesso ao nosso e-book!

O que a gente promete, a gente cumpre! Quer saber mais sobre os famosos exames TOEFL, IELTS, GMat, GRE…?? Confiram o resultado do nosso primeiro e-book!! E não esqueçam de nos dar um feedback, que pode ser comentando neste post ou clicando no link “OPINE” na última página do pdf!

Boa sorte, galera!!