E agora, voltamos a nossa programação normal

Olá pessoal! Recentemente migramos os Abroaders de servidor. Por isso, vocês talvez tenha sentido um soluço quando tentaram visitar o site. Depois de muitas horas de procrastinação trabalho, estamos de volta!

E para celebrar, resolvemos criar uma série de vídeos curtos e em linguagem simples: “Explicando pra minha mãe”. A ideia é explicar o tema da pesquisa de doutorado de cada um de nós para pessoas de todas as áreas – incluindo nossas próprias mães! A frequência de postagem vai depender da disponibilidade de cada um. Estamos todos quase concluindo o doutorado (e portanto com a corda no pescoço)!!

Nossos objetivos são:

  • tornar a ciência e a pesquisa acadêmica mais acessível para todo mundo,
  • mostrar o valor do que fazemos com os seus impostos,
  • e inspirar futuros mestrandos e doutorandos!

Ajude a gente!

Se você é estudante de doutorado no Brasil ou no exterior e tambem quer compartilhar sua pesquisa, entre em contato conosco. Ficaremos felizes com a sua participação!

Explicando pra minha mãe:

Sem mais delongas, aqui vai o primeiro da série! A Abroader Nanda Cruz Rios fala sobre a economia circular e o reuso de materiais de construção. Feedbacks são bem-vindos e nos ajudam muito a melhorar a nossa pesquisa. Obrigado e até a próxima!

O que é (e o que não é) um doutorado!?

Recebemos muitas perguntas sobre como é a experiência de fazer um doutorado, como é a rotina, demandas de trabalho, etc. Esse post é uma tentativa de responder tais dúvidas e esclarecer de vez o que é e o que não é um doutorado no exterior.

Vale ressaltar que a rotina de alunos de doutorados em Exatas, Biológicas e Humanas varia. A rotina descrita aqui corresponde a rotina de um aluno em Humanas ou Ciências Sociais. Aguarde posts futuros sobre a rotina do doutorado em outras áreas de estudo.

Primeiro: doutorado não é curso de inglês que você vai duas vezes por semana e faz lição de casa uma hora antes de ir para a aula.

Segundo: doutorado não é ensino fundamental onde você  tem aula das 7:30  até  13:00 da tarde, estuda uma hora por dia e passa o resto do dia assistindo Sessão da Tarde e Malhação.

Terceiro: doutorado não é ensino médio onde aquele professor vai te cobrar todo dia o conteúdo da matéria e a tarefa do dia. Ninguém irá te cobrar nada, mas ainda assim esperarão muito de você.

O que é, então, um doutorado?

Na realidade, um doutorado no exterior exige dedicação integral, de oito a dezesseis horas por dia de estudo, incluindo sábado, domingo e feriados. Durante os dois ou três primeiros anos, um aluno de doutorado precisa cursar uma certa quantidade de matérias e obter os devidos créditos. Essa quantidade varia por programa e por área de estudo. Contudo, nos Estados Unidos, alunos estrangeiros precisam cursar no mínimo 12 créditos (normalmente quatro matérias) por semestre para ser considerado aluno em tempo integral.

Ou seja, nesses primeiros anos, grande parte da sua carga de trabalho será focada em atender os requisitos das matérias que você está cursando. Isso envolve muita leitura (de certo uma média de  100 páginas por semana por matéria – mínimo de 400 páginas por semana), escrever relatórios e textos sobre o conteúdo lido, responder perguntas ou fazer exercícios práticos. Nos Estados Unidos, é esperado que o aluno se prepare para a aula e venha com o conhecimento necessário para discutir o tópico.

Participar em discussões em aulas faz parte de como professores americanos avaliam os alunos. Ou seja, se você vai para a aula sem estudar antes, é muito provável que não terá bom aproveitamento na matéria. A grande maioria de programas de doutorado possui exigências mínimas de aproveitamento em matérias. Estudar MUITO é uma condição sine qua non para fazer um programa de doutorado no exterior.

Mas calma… Isso não é tudo. Além da gigantesca carga de trabalho que as matérias exigem, alunos de doutorado também precisam se dedicar a sua própria pesquisa, desenvolver o seu projeto de pesquisa. O projeto de pesquisa deve ser um detalhado plano do que será a sua pesquisa, qual a fundamentação teórica utilizada, qual será a contribuição original que tal pesquisa irá prover e sua relevância para a área de estudo, quais resultados espera obter, e qual metodologia será desenvolvida para chegar em tais resultados. Cada programa possui seu timeline em relação a quando esse plano precisa ser desenvolvido, apresentado e aprovado. Normalmente isso deve acontecer ao finalizar as matérias cursadas. Porém, tal timeline varia de programa para programa.

De qualquer maneira, se preparar para escrever e, realmente escrever o plano de estudo requer uma carga de trabalho que, na verdade, é dificil de descrever. É trabalho PRA CARAMBA. Muita pesquisa, leitura, resumos e tentativas de elaborar um plano de pesquisa que seja viável e relevante ao mesmo tempo. Detalhe que isso ainda não é a pesquisa em si, mas o planejamento do que será a pesquisa e como essa será realizada de maneira efetiva.

Mas calma… Isso não é tudo. Além das matérias e do plano de pesquisa, há ainda o exame de qualificação. Como todos os outros itens, a timeline do exame e o formato dele variam de acordo com área de estudo e programa. Tentarei resumir de forma sucinta o que raio é esse exame: imagina você ter que provar que já estudou o suficiente sobre a sua área de conhecimento para poder ensinar outros e ser considerado uma autoridade em tal área. Em outras palavras, é trabalho PRA CARAMBA .

Mas CALMA… Isso AINDA não é tudo. Caso o seu orientador tenha um laboratório, além de tudo o que eu já descrevi, você provavelmente terá que trabalhar algumas horas do dia no laboratório, na sua pesquisa ou em colaboração para outros projetos.

Depois de todo esse trabalho, você terá que colocar em prática o plano de pesquisa durante os últimos anos do doutorado. Nesse período, o tipo de trabalho de cada doutorando varia muito de acordo com o tipo de pesquisa e metodologia desenvolvida. E ainda escrever a tese apresentando o processo e resultados da pesquisa (que é basicamente um livro).

Agora você deve estar pensando que acabou, certo? ERRADO. Além de matérias, plano de pesquisa, exame de qualificação, laboratório, doutorandos ainda precisam se preocupar em frequentar conferências e publicar artigos a fim de divulgar o seu trabalho e ter uma chance de arrumar um emprego.

Além de tudo isso, a gente ainda tem que comer, tomar banho, dormir, enfim… viver.

É trabalho PRA CARAMBA, sem vale refeição, férias, décimo terceiro, ou salário, pra falar a verdade. Bolsa de estudos não é salário. Bolsista não lucra com bolsa de estudos. Bolsa de estudos é um dinheiro mínimo para pagar aluguel, contas básicas e comer. Mas esse já é tema para um outro post…

Turismo sem Fronteiras? A verdade sobre os bolsistas de doutorado

Olá, Abroaders! Primeiro, preciso agradecer em nome de toda a equipe do site pelos 1.4k compartilhamentos do nosso último post! Graças a vocês, conseguimos expor a situação complicada que nós, estudantes de doutorado, estamos enfrentando.

Como consequência, a mídia brasileira publicou alguns artigos sobre isso. Um exemplo de um artigo bem informado é este aqui, apesar da manchete um tanto sensacionalista. Infelizmente, alguns jornalistas não conferem seus dados com responsabilidade.  A gente leu este artigo da Folha de São Paulo, por exemplo. Depois, quebramos o Décimo Primeiro Mandamento (“Não Lerás os Comentários Alheios”) e nos deparamos com as seguintes pérolas:

“Espero que os doutorandos do Turismo sem Fronteiras sejam melhorzinhos que os graduandos”, “É uma gastança sem fim”, “Quem quiser fazer estudos fora do país que faça com seu dinheiro e não com nossos impostos”, “Quer fazer férias de graça entre no Ciência sem Fronteiras”… e o resto virou disputa partidária (melhorem, pessoas).

Se você conhece alguém que pensa assim, com certeza esta pessoa não sabe o que é um doutorado. Mas nós ajudamos a desenhar: já escrevemos o próximo post que explica direitinho (em breve, e com o selo Abroaders de qualidade).

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Nos representa!

Mas o que leva as pessoas a ter uma opinião tão crítica sobre o programa?

Primeiro, claro, a fama que infelizmente muitos estudantes de graduação sanduíche ajudam a alimentar e que rendeu o apelido de “Turismo sem Fronteiras”.  Por isso, uma das principais críticas ao Ciência sem Fronteiras é que o programa deveria ser focado na pós-graduação (73% das bolsas foram destinadas à graduação sanduíche, enquanto apenas 3% delas foram destinadas aos programas de doutorado).

Apesar da fama da graduação sanduíche, muitos estudantes souberam aproveitar a oportunidade para alcançar reconhecimento nacional e internacional.

Exemplos? Este site que os estudantes organizaram para ajudar outros estudantes e contar suas histórias, ou esta reportagem sobre como duas estudantes de graduação sanduíche na Arizona State University ganharam menção honrosa e foram finalistas de um prêmio promovido por ninguém menos que a ONU e o GOOGLE. E aqui ou aqui estão exemplos de como ex-bolsistas de graduação do Ciência sem Fronteiras trouxeram benefícios ao país – tem mais no site da CAPES.

Segundo, a própria reportagem da Folha traz algumas (des)informações que manipulam a opinião pública. Por exemplo:

1) Dizer que o investimento mensal para se manter um doutorando nos EUA é de R$6000. O Fulano que sugeriu que usássemos nosso próprio dinheiro não sabe que este é o valor pago pela Capes apenas como um “salário” para que paguemos aluguel e outras despesas. Ainda há uma quantia muito maior sendo paga como matrícula semestral e taxas para as Universidades. As Universidades nos EUA não apenas não são gratuitas, como são caríssimas! Ah, a propósito, manter um doutorando aqui não é gasto, é investimento. Se duvida, dê uma lida no Manual do Bolsista  e veja toda a contrapartida que o Governo espera de nós. 

2) Dizer que a intenção do Programa é enviar estudantes para as melhores universidades do mundo, mas apenas 4% estão entre as 25 melhores universidades segundo este ranking.

MINHA GENTE, em primeiro lugar, estes 4% incluem os alunos de graduação sanduíche. Além disso, vamos combinar que mais de 100 mil brasileiros não cabem em 25 universidades, ok? E já que estamos falando de doutorado, como sempre, aqui vão dados fresquinhos providenciados pela Laspau(órgão afiliado à Harvard que faz parceria com a Capes para manter os doutorados nos Estados Unidos).

A primeira coisa que você tem que saber é que o tal ranking tem suas limitações. Existem universidades TOP em uma determinada área que não estão entre as melhores no ranking geral. Por exemplo, o Worcester Polytechnic Institute (WPI) é top em Engenharia, mas não está no ranking.

Se isso não te convenceu, saiba que, entre os estudantes de doutorado pleno nos EUA (Laspau/Capes/CNPQ):

  • 86% estão em universidades com ranking melhor que a UNB
  • 78% estão em universidades com ranking melhor que a UNICAMP
  • 62% estão em universidades com ranking melhor que a USP
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Dados fresquinhos fornecidos pela Laspau sobre os estudantes de doutorado pleno nos EUA.

 

Enfim, o programa é perfeito? Longe disso. Precisa de mais “ênfase” na pós-graduação? Sem dúvidas. Dentre outras melhoras que precisam ser feitas (estamos estudando fazer um post sobre isso), especialmente no que se refere ao excesso de burocracia, má comunicação do governo brasileiro com os estudantes, e normas abusivas no novo manual. Mas o programa em si não é “turismo”, nem “gastança”. É um investimento necessário a médio e longo prazo, feito por um país com o ambiente acadêmico e de pesquisa sucateados, que não oferece o devido apoio aos seus cientistas, e que precisa investir em educação superior para trazer benefícios futuros. 

Podemos parecer suspeitos para falar, mas acredito que os dados trazidos nesta postagem mostram que a solução não é acabar com o Ciência sem Fronteiras, e sim aprimorá-lo para otimizar os benefícios ao país – e o retorno do investimento feito com os seus impostos.

Não posso terminar este post sem agradecer à Laspau, que tem estado ao lado dos bolsistas nesta luta. Eles entendem como de fato funcionam os programas de doutorado nos Estados Unidos, conhecimento que falta à Capes e a muitos consultores que avaliam nossos pedidos de renovação anuais. Mais que tudo, a Laspau – uma organização estrangeira – tem nos oferecido o suporte, atenção e empatia que nosso próprio país tem falhado em providenciar.

É isso, pessoal.

Compartilhe este post com seus amigos e família, e principalmente com todas as pessoas que pensam que você está fazendo ou quer fazer turismo utilizando o dinheiro público. Obrigada!

NOTA: Se você é uma das pessoas que consideram o doutorado no exterior uma gastança, turismo, ou falta do que fazer, vai fazer um e depois a gente conversa.

 

 

Conheça a BRASCON, conferência voltada para estudantes brasileiros nos EUA

E aí, já sabe o que fazer depois da pós graduação? Como fazer pra usar esse aprendizado todo no exterior pra gerar inovação, crescer na carreira e garantir um emprego?
Três estudantes brasileiras de pós graduação resolveram promover uma conferência aqui, nos Estados Unidos para tentar responder essas perguntas – a BRASCON. Essa idéia cresceu e hoje a equipe conta com 17 membros de 13 estados americanos e 14 universidades.

Nessa conferência, pesquisadores brasileiros que estudaram nos Estados Unidos e que hoje tem alto impacto na comunidade científica, assim como empreendedores brasileiros de sucesso, vão contar um pouco da sua trajetória. Dentre os palestrantes confirmados estão Miguel Nicolelis, Marcelo Gleiser e Leonardo Teixeira.

Além dessas feras da academia, representantes de instituições chave para a ciência e indústria no Brasil e nos Estados Unidos vão participar de painéis de discussão.

E você? Você pode apresentar seu trabalho oralmente ou como poster e de quebra conhecer outros brasileiros que estudam ou trabalham nos Estados Unidos. Esses contatos podem fazer toda a diferença na hora de encontrar colaborações pra sua pesquisa (e quem sabe até um emprego).

Vem pra BRASCON você também! Vai ser dias 12 e 13 de março do ano que vem (provavelmente no seu Spring Break), na Harvard University. Inscrições pelo site brasconference.org.

Fique por dentro da BRASCON, siga a página no facebook: BRASCON no Facebook.

Tem que tomar vacina para estudar nos Estados Unidos?

Uma pergunta que muitas pessoas me fazem é se eu já tomei todas as vacinas pra poder entrar nos EUA. O que nem todo mundo sabe é que para entrar lá, não é exigida nenhuma vacina. A não ser que você vá fazer uma paradinha básica pré-doutorado ou um voo onde será necessário que você faça imigração no Panamá. Aí você te que estar com a vacina de Febre Amarela em dia (validade de 10 anos) e com a Carteira Internacional de Vacinação, indicando a vacina no prazo ou que foi vacinado pelo menos 10 dias antes da viagem.

Para estudantes, entretanto, a exigência das vacinas é feita pela universidade de destino. Ou seja, as exigências serão diferentes para cada um e podem variar, inclusive, dependendo do departamento do qual você fará parte. Geralmente, estudantes da área de saúde ou aqueles que irão frequentar departamentos vinculados a essas áreas tem uma lista maior de agulhadas para tomar. Na tabela abaixo, podemos encontrar uma lista das vacinas mais comumente exigidas ou recomendadas. Lembrando que algumas são obrigatórias, outras apenas uma recomendação da universidade. É preciso verificar com o departamento de saúde da sua universidade quais os requisitos. Particularmente, eu coloquei todas as vacinas possíveis em dia. Não vejo motivo de não fazê-lo, é sempre melhor prevenir que remediar.

Sarampo / caxumba / rubéola (MMR ou tríplice viral) 2 doses ou título de anticorpos positivo
Doença Meningocócica (Quadrivalente) Imunização nos últimos 5 anos
Tétano / Difteria / Coqueluche (DTaP) Imunização nos últimos 10 anos
Hepatite B Série de 3 imunizações ou título de anticorpos positivos
Influenza Imunização no último ano
Febre Amarela Imunização nos últimos 10 anos
Catapora Série de 2  imunizações ou título de anticorpos positivos

 

A maioria das vacinas exigidas é oferecida gratuitamente na rede pública e está no calendário de vacinação do adulto. Algumas, entretanto, só são encontradas na rede privada e outras nem isso. Um exemplo é a DTaP. A rede pública oferece a vacina dupla tipo adulto, que imuniza apenas contra tétano e difteria. Algumas universidade, porém, pedem que o aluno também seja imunizado contra a coqueluche. A tríplice da rede pública é indicada somente para crianças e pode levar a sérias reações adversas em adultos. A DTaP adulto é acelular, portanto não promove essas reações e é encontrada em centros de imunização privados. Um outro exemplo é a Meningocócica, que não tem sido encontrada em lugar nenhum no Brasil. No meu caso, eu tive que assinar um documento e enviar para a universidade falando que me comprometo em tomar a vacina assim que chegar lá ou me responsabilizo por qualquer consequência da não imunização.

Caso tenha perdido o seu cartão de vacinação, você tem duas opções: tomar as vacinas novamente e/ou fazer exames que comprovem a presença de anticorpos contra as doenças. No caso da catapora, por exemplo, esse exame será bem útil. Todo mundo já foi criança e praticamente todos tiveram catapora. Talvez não seja muito comum as crianças terem catapora por lá, mas uma vacina sempre exigida é contra a varicela. Como a maioria por aqui no Brasil já teve essa coceirinha gostosa, eles pedem o exame comprovando a presença de anticorpos.

Outro exame bem solicitado é pra comprovar que o aluno não tem tuberculose. O mais simples é Teste Tuberculínico, também conhecido como PPD (Derivado Proteico Purificado). O problema é que pessoas que já foram imunizadas com a vacina BCG podem apresentar resultado positivo. Daí é só tirar um raio-X do pulmão para provar que não tem a doença. Como tudo varia de uma universidade pra outras, algumas pedem testes específicos e mais acurados, como QuantiFERON GOLD ou T-spot, porém mais caros também.

Uma vez imunizado contra todas as doenças estabelecidas pela universidade, o que fazer? Pelo que tenho visto, a maioria das universidades não pede o Cartão de Vacinação original e/ou traduzido. Elas oferecem um formulário que um médico ou enfermeiro deve preencher e assinar, indicando a data da sua vacinação (conforme ele irá conferir na sua carteirinha) e atestando que aquela informação é verdadeira. Caso a universidade peça a tradução da sua carteirinha, é bom levar pra um tradutor juramentado para não ter problemas.

Nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte podem ser encontrados locais que oferecem um serviço de atendimento ao viajante, que visam orientar os viajantes no que diz respeito à diminuição dos riscos de aquisição de doenças durante viagens, doenças transmissíveis e vacinas. A pessoa pode agendar uma consulta para receber as orientações necessárias e devido encaminhamento.

 

Belo Horizonte

Centro de Atenção à Saúde do Viajante

Endereço: Rua Paraíba, 890 – Funcionários

Telefone: 31 3246-5026 31 3277-5300

E-mail: saude.viajante@pbh.gov.br

Horário de Funcionamento: 2ª a 6ª das 8h às 17h.

 

São Paulo

Núcleo de Medicina do Viajante

Instituto de Infectologia Emílio Ribas

Tel.: 55 11 3896-1366

e-mail: medviajante@emilioribas.sp.gov.br

 

Ambulatório dos Viajantes

Hospital de Clínicas da USP

Tel.: 55 11 2661-6392

Prédio dos Ambulatórios – 4º andar – sala 8 Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, Cerqueira César, São Paulo – Capital

Aberto das 8h às 16h. Emergência 24h

 

Ambulatório de Medicina do Viajante

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Rua Borges Lagoa, 770 – Vila Clementino

Tel.: 55 11 5084-5005

Horário de Atendimento: segunda a sexta das 13h30 às 17h.

 

Rio de Janeiro

Centro de Informação em Saúde para Viajantes

Hospital Universitário da UFRJ

e-mail: agenda@cives.ufrj.br

Cidade Universitária da UFRJ (Ilha do Fundão), 5o. andar do prédio do – Hospital Universitário, Ala Sul, sala 2.

Cooking Abroad: como estudar no exterior sem virar uma bola

Olá Abroaders!

O post de hoje é sobre um tema muito importante na vida de um estudante no exterior: COMIDA!

Quando você muda do seu país para um lugar novo e desconhecido, essa mudança afeta diretamente a sua alimentação. Muitos estudantes nunca moraram sozinhos e não sabem cozinhar nada além de miojo e ovo frito. Além disso, é muito mais prático e rápido comer um lanche. Vocês com certeza terão uma rotina bem cheia e pouco tempo para efetivamente se preocupar com isso. (Para saber mais sobre como gerenciar melhor o seu tempo durante o mestrado / doutorado, leia esse post.)

Em muitos lugares é mais barato comer mal. Ou seja, a chance de você cair na armadilha de comer porcaria porque é mais rápido e mais barato é imensa. Comer mal é extremamente prejudicial a saúde. A nossa alimentação influencia a qualidade do nosso sono, habilidade de concentração e a nossa saúde como todo. Não preciso nem mencionar as questões estéticas né. Creio eu que ninguém quer voltar rolando para o Brasil.

Sendo assim, temos o orgulho de lançar o mais novo quadro do Abroaders: Cooking Abroad!

Cooking Abroad

Nesse quadro iremos dar dicas de como se alimentar de forma mais saudável através de receitas baratas, fáceis e rápidas de fazer. Não se preocupe, você não precisa ser mestre cuca para acompanhar as receitas. Iremos dar o passo-a-passo para que todos consigam fazer.

Um fato bem engraçado (desesperador) que acontece quando você se muda para um país diferente é que você não tem familiaridade com o tipo de comida que existente e é predominante naquele lugar, você não conhece as marcas (ou conhece as marcas mas não os produtos) que são vendidas no mercado.

O que acontece quando você vai no mercado? Você fica que nem barata tonta de um lado para o outro, demora três horas para fazer uma compra porque você não sabe direito o que comprar. E o que você vai gostar de comer. Analisa e lê todos os rótulos. Passa cinco vezes pelo mesmo corredor. Não encontra as coisas porque a forma de organizar a disposição dos produtos no mercado em outros países é diferente do Brasil. Todos esses problemas são manejáveis, obviamente. Mas sempre é bom estar preparado ou ter alguém para te ajudar a se encontrar. Por isso também daremos dicas de produtos marcas, supermercados e tudo que envolve a deliciosa arte de comer no exterior!

Através do Cooking Abroad, esperamos ajudar você, estudante brasileiro no exterior, comer bem e não gastar muito tempo e dinheiro com isso. Sem mais delongas, mãos a obra!

 

A receita de hoje não é uma invenção minha. Quem me ensinou foi uma querida amiga em um momento de desespero meu em busca de receitas práticas e rápidas. Obrigada Rafa!

Vou ensiná-los a fazer um pão de queijo tapioca de frigideira! Já testei! É delicioso, versátil e muito rápido de fazer. Sério, quinze minutos está pronto.

Os ingredientes que você irá precisar para a massa são:

1 ovo

2 colheres de farinha de tapioca

Calma gente, sem pânico! Essa farinha você compra em qualquer mercado (eu comprei no Kroger).  Eu encontrei em uma sessão que tinha uns produtos naturebas, orgânicos. Mas isso pode variar de mercado para mercado. Dá para comprar através da Amazon também. Não é muitooo barato (6-7 obamas), mas rende. Você com certeza fará muitas tapiocas com ela, então vale a pena. É isso aqui ow:

Farinha de tapioca

 

1 colher de creme de ricota – aqui depende muito do  seu gosto e há muitas possibilidades. Você pode usar queijo cottage, algum outro queijo em creme ou requeijão. Dá para substituir também por iogurte natural e até por água, caso a sua despensa esteja vazia!

1 colher de farinha de linhaça  – esse ingrediente é opcional. Caso você não tenha ou não queira comprar linhaça, você pode usar outra farinha/grão ou até eliminar o ingrediente. Quando eu fiz a primeira vez, não tinha linhaça. Substitui por aveia e ficou bom.

Aveia

 

Queijo – Aqui as possibilidades são infinitas. Se você ama queijo que nem eu, com certeza poderá pensar em mil combinações de queijos para usar. A única recomendação é tentar usar queijo já ralado ou em pedações pequenos para que ele derreta mais fácil e se integre na massa. Mussarela ralada, parmesão ralado, gorgonzola em pedaços, feta em pedaços…. go crazy!

Temperos a vontade – Esse ingrediente também é opcional. Você pode ou não escolher temperar a sua massa. Sal, pimenta, salsinha, cebola, alho, o que você quiser. Escolher o tempero é muito de gosto também. Coloque o que você normalmente usa e gosta, só tome cuidado para não exagerar!

Bata (bater significa colocar tudo em uma tigela e misturar os ingredientes, para os muito leigos rs) todos esses ingredientes com um garfo. Misture bem. A mistura irá ficar mais ou menos assim:

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Unte uma frigideira com manteiga ou azeite. WHAT? Untar significa basicamente lambuzar a frigideira com manteiga para que os ingredientes não grudem quando você for cozinhar. Não precisa de muito, uma colher pequena com manteiga ou azeite é suficiente.

frigideira untada

 

Coloque a mistura na frigideira untada / lambuzada e ligue o fogo baixo. A mistura irá se espalhar pela frigideira. Quanto mais se espalhar, maior ficará a sua tapioca. Só tome cuidado para não espalhar demais, pois a massa ficará muito fina e poderá despedaçar.
Massa na frigideira

Deixe fritar até perceber que a massa está endurecendo e começando a desgrudar  da frigideira. Quando isso acontecer, fique atento pois logo você terá que virar. Em média você deverá fritar de 2 a 4 minutos cada lado. Depende de quão torradinho você gostaria que o seu pão de queijo tapioca fique.

Depois de ter fritado dos dois lados, chega o momento de rechear. Para o recheio não há regras. Você pode usar o que quiser para rechear. Quando fiz, usei peito de peru e mussarela fatiada (eu realmente amo queijo, não me julgue) e tomate. Mas as possibilidades são infinitas. Manteiga, requeijão, outros tipos de queijos, presunto, bacon, cebola, até carne moída. Faça as suas próprias combinações segundo o que você mais gosta. Te garanto que não tem como ficar ruim!

Eu coloquei o recheio ainda na frigideira para que o queijo extra derretesse e e o peito de peru esquentasse um pouco. Mas você pode rechear já no prato também. Depois que rechear, dobre no meio a tapioca, como se fosse um sanduíche.

Colocando o recheio

É ISSO! Agora é só comer. Te garanto que fica muito gostoso! Faça as suas combinações e nos mande a foto! Caso tenha sugestões de receitas e dicas para o Cooking Abroad, por favor nos mande que postaremos! 🙂

Pão de queijo tapioca de frigideira

 

 

Doutorado no exterior: gerenciando o seu tempo

Hello, Abroader! Quanto tempo, hein? Pois é, a vida por aqui não está fácil, e é exatamente sobre isto o post de hoje!

Vou logo avisando que este é especial para os Abroaders que já estão no exterior, tentando sobreviver e fazer um doutorado ao mesmo tempo (serve para mestrado também, guardadas as devidas proporções, ok?). Será um post bem longo, vou avisando, mas pode valer a pena.

Então, como foi o seu dia hoje? Melhor, como tem sido sua rotina? Está dando conta de tudo ou acha que seu dia precisaria de pelo menos 72h? Vamos fazer uma pesquisa rápida e ver o que você responderia, sinceramente:

(  ) estou dando conta de tudo! As leituras e tarefas estão em dia, participo de todas as reuniões do grupo de pesquisa, cuido da burocracia, minha casa só vive impecável, estou malhando e cuidando da saúde e ainda sobra tempo para cozinhar e ler algo que eu goste todos os dias – e tenho uma vida social saudável;

(  )  meus estudos estão em dia, mas para isso abri mão da academia e o microondas virou meu melhor amigo! Saio quando dá, e quando sobra tempo no fim de semana passo um aspirador na casa;

(  ) cuido da casa e faço minha comida, mas meus estudos estão sempre atrasados em pelo menos uma matéria, e nem sei mais o que é malhar, muito menos vida social;

(  ) estudos em dia e academia também, e saio todos os fins de semana para tomar umas cervejas, mas minha casa está uma zona e estou vivendo de miojo;

(  ) já pedi meu Viratempo pelo Amazon e estou só esperando ele chegar…

Se você considera humanamente impossível marcar a primeira opção com sinceridade, desafio você a mudar alguns hábitos e repetir a pesquisa daqui a algumas semanas. Sim, estou dizendo que é possível dar conta de tudo. E sim, eu marcaria a primeira opção. Se eu consigo, vocês também conseguem!

Hoje, por exemplo, vou contar como foi meu dia: acordei, enrolei um pouco na cama (lógico), levantei, limpei o quarto, lavei roupa, estudei, fiz meu almoço (fiz, não esquentei), comi, lavei os pratos, tomei banho, saí de casa, estudei mais no escritório, fui à reunião semanal do grupo de pesquisa, estudei mais um pouco e fui para a aula de ritmos latinos, depois fui tomar um sorvete com uma amiga, voltei para casa, tomei banho, tomei café, estou aqui escrevendo este post para vocês e depois vou dormir. E se você acha que seu programa só pode estar muito mais puxado que o meu: eu tinha 562 páginas para ler, um teste online para fazer e um homework até sexta, outro homework para amanhã, estudar para um quizz também amanhã, mais 237 páginas para ler para segunda, além de pesquisar uma solução para aproveitamento de água da chuva no deserto “pra ontem” e pensar em alguma coisa para começar a minha pesquisa e apresentar daqui a três semanas. Claro, isto tudo (com exceção das últimas duas coisas) são para esta semana, e próxima semana tem mais. E amanhã ainda farei uma entrevista de emprego no campus, sugerida pelo meu orientador, e se eu passar tô lascada terei que arranjar 5-7h por semana para dedicar a isto.

Ou seja, não está fácil, não é fácil, mas estou dando conta de tudo mesmo assim… e por quê? Sou especial? Não. Também tenho muitas inseguranças, dúvidas, momentos de ansiedade, saudades, tristeza, tudo isso que vocês têm.

 

Mas é que meu viratempo já chegou!
Mas é que meu viratempo já chegou!

 

Mentira; na verdade, é que eu sempre tive muita facilidade de planejar e gerenciar o meu tempo. Por isso, resolvi escrever algumas dicas que podem ser úteis. São meio óbvias, mas às vezes esquecemos o óbvio, não é mesmo?

Vale ressaltar que eu vou dar dicas empíricas que funcionam para mim. Não pesquisei nenhuma metodologia de gerenciamento de tempo (uma vez, andei dando uma olhada no método GTD – Getting Things Done – , sobre o qual você pode encontrar algumas publicações neste blog, mas confesso que não levei adiante). Algumas dicas muito interessantes de sobrevivência durante os grad studies você pode encontrar também neste livro. Mas, novamente, as dicas que darei são minhas e mesmo que eu as use como verdade ou fale no imperativo, elas podem funcionar ou não para você. A ideia é ver com o que você se identifica e colocar em prática.

Vou dividir as dicas em:

  1. Dicas gerais

  2. Cuidando da casa

  3. A hora do almoço

  4. Organizando os estudos

  5. Atividades físicas em dia

  6. Seu momento de higiene mental

  7. Vida social

 

Pronto? Vamos ao que interessa.

  1. Dicas gerais 

 calendarioTo-do lists, calendários e agendas são itens indispensáveis. Acostume-se a usá-los. Mas cuidado para não exagerar ou você vai acabar se confundindo.

Não anote tudo o que você tem que fazer em vários locais separados: arranje um espaço para isto e carregue sempre consigo (pode ser um bloco/caderno). Use este instrumento para anotar apenas as tarefas que tem que completar. Depois, separe um tempo para organizar estas tarefas, distribuí-las em dias e planejar a semana que está por vir. Só precisa fazer isto uma ou duas vezes por semana, e ir ajustando sempre caso as coisas não saiam conforme o esperado.

Use um calendário mensal. No computador é bom, mas melhor mesmo são aqueles tipo quadro que você coloca na parede. Eu comprei um assim, nos EUA é bastante comum encontrar nas lojas de artigos para casa e escritório. O meu já veio com as divisões dos dias da semana e um espaço lateral para uma to-do list. É bom porque as informações ficam bem visíveis – coloque num lugar que você sempre veja, como próximo do seu computador ou no seu home-office, se tiver um.

Aprenda a usar sua agenda. Depois de separar as tarefas na sua semana e organizar datas importantes no mês, anote em cada dia da agenda o que você tem que fazer. Novamente, você pode fazer isso uma vez na semana e ajustar quando necessário. Você não vai perder tempo fazendo isso; pelo contrário, vai economizar um tempo enorme.

 

  1. Cuidando da casa 

Procure não acumular Limpezatodas as suas tarefas domésticas em um só dia (normalmente, o povo adora separar um dia no fim de semana a cada quinzena para fazer A faxina, né). Você vai se desgastar, e acontece que fins de semana são muito bons para estudar e relaxar um pouco. Ao invés disso, experimente fazer um pouco todos os dias. Eu juro que não vai tomar mais do que uma hora sua, de segunda a quinta (deixando sexta como coringa e livrando os fins de semana)! E olhe que moro sozinha, tenho a casa toda para limpar sem ajuda! Vou dar o exemplo de como eu faço, e você poderá ver também na figura que vou postar mais abaixo com o meu calendário semanal.

 

 

Segunda-feira:  passo o aspirador na casa toda;

Terça-feira: lavo o banheiro OU limpo a sala (alternadamente entre as semanas: cada um de 15 em 15 dias)

Quarta-feira: limpo o quarto OU lavo a cozinha e lavo roupas (eu lavo roupas toda semana, mas tem quem prefira fazer quinzenalmente)

Quinta-feira: faço mercado (ainda estou testando qual a melhor frequência para mim, mas separei a quinta para isso de qualquer forma)

Sexta-feira: coringa, ou seja, um dia de folga para algo que por alguma razão não pôde ser feito durante a semana.

 

Você deve montar o seu cronograma de acordo com sua conveniência (veja o que lhe toma mais tempo e o que lhe toma menos tempo, quais os dias que você tem mais/menos compromissos fixos e vá encaixando). O importante é não sobrecarregar um dia só, pois a tendência é que você acabe acumulando tudo neste dia, e enquanto ele não chega, viva num ambiente que lhe é pouco aprazível, bagunçado e pouco limpo. Outra coisa: se sujou, limpe. Se usar, guarde. Não acumule. Esta é uma maneira de deixar a casa sempre arrumada, e isso é especialmente importante se você estuda em casa. Mesmo se não estuda, veja bem, você está longe de sua família, de sua casa no Brasil, etc, é muito importante se sentir em casa, se sentir acolhido em um lugar prazeroso, limpo e organizado. E isso também lhe dará uma sensação de eficiência e autoconfiança: é muito bom admirar o que você é capaz de fazer!

 

  1. A hora do almoço 

Se você almoça em ccookingasa, ou se faz sua comida para levar para o trabalho, é importante incorporar o momento de cozinhar na sua rotina. Viver de microondas tem limites! Vai chegar uma hora em que você estará sacrificando sua saúde por causa de uma praticidade que pode custar caro.

Eu tenho feito minha comida todos os dias. Além de ser mais econômico, é mais saudável e muito mais prazeroso. Se você não suporta cozinhar, tudo bem, vai ter que procurar outra saída. Mas para aqueles que gostam, ou mesmo os que gostariam de aprender, vou dar uma dica: eu não sabia cozinhar também, e estou aprendendo graças a um blog muito bom chamado Segredos de Tia Emília, que tem vídeos acompanhando cada receita, e uma seleção de maravilhosa de pratos do mais básico ao mais sofisticado. Fato é que não me custa mais de uma hora e meia por dia entre cozinhar, comer e lavar os pratos, e já incorporei isso ao meu calendário e à minha rotina.

Dica de ouro (ou rule of thumb, como falam aqui): planeje o que você vai comer durante umas duas semanas. Eu fiz um cardápio para duas semanas baseado nas minhas compras de mercado e no tempo de preparo de cada refeição (as mais demoradas, deixei para o fim de semana, por exemplo). Tem gente que prefere cozinhar tudo no domingo e esquentar durante a semana, mas eu testei e preferi como estou fazendo agora. A comida fica mais saborosa e cozinhar se torna mais prazeroso – para MIM – quando eu não acumulo tudo num dia só. Às vezes fico ansiosa pelo momento de preparar meu almoço! Hehehe. Seja como for, planejar o cardápio é importante para não perder tempo nem no mercado nem antes de cozinhar. Já deu pra ver que planejamento é a chave de tudo, né?

 

  1. Organizando os estudos 

Antes de qualquer cstudyingoisa, certifique-se de que você tem um canto organizado para estudar. Se mora sozinho ou seus roommates são tranquilos, pode ser uma boa ideia ter um home-office (eu tenho). Se trabalha muito tempo em laboratório, talvez não precise. Se sua casa for um local onde é difícil se concentrar por qualquer razão externa, use o seu escritório da faculdade ou alguma biblioteca onde se sinta confortável, mas acima de tudo, tenha um bom lugar para estudar!

Eis como faço:

Primeiro, eu vejo quanto tempo tenho disponível para estudar, por dia da semana. Ex.: 6h na segunda, 8h na terça, 5h na quarta etc.

Depois, eu localizo os deadlines de cada tarefa: seja uma leitura, um homework, o que for. Organizo por prioridade de acordo com os prazos de entrega e depois vejo quanto tempo vou gastar fazendo cada tarefa. Isto é muito importante. Por exemplo: se vou ler 200 páginas para dia X, vejo qual o tempo médio que gasto lendo uma página (se você é como eu e faz resumo, leve isso em consideração) e multiplico pelas 200. Dou uma margem de segurança e distribuo isso nos meus horários semanais. Digamos que eu gaste 4 minutos por página, então precisarei de 800 minutos, o que dá um total de aproximadamente 13h. Eu sei que tem muitas páginas de gráficos e tabelas e que o tempo que gastarei é menor, mas não os desconto, e também não desconto índice, capa, referências etc, o que já posso considerar minha margem de segurança. Ainda assim, aproximo para 14 ou 15h e divido este tempo no tempo de estudo que tenho por dia. Parece muito, mas se você dividir seus dias em horas, verá que na verdade tem muito tempo para estudar por dia. Este é o nosso trabalho aqui, afinal!

Duas dicas: uma contra o Facebook e Whatsapp e uma contra a procrastinação. Primeira coisa, deixe o celular longe de onde você está estudando. Se não conseguir (eu não consigo), coloque no silencioso e olhe apenas de vez em quando, em pequenas pausas de quarenta em quarenta minutos, por exemplo. Contra o Facebook, resolvi meu problema recentemente.  Claro que se você for menos viciado ou mais disciplinado que eu, pode apenas desligar a wi-fi se sua tarefa permitir ou simplesmente fechar a janela para não cair em tentação. Como eu sempre abro a maldita aba novamente, tive que tomar outra providência: comprei um Kindle. Eu coloco meus pdfs no Kindle, sento numa poltrona (minha melhor compra ever) longe do computador só com o Kindle e um caderno na mão. Não cansa minha vista, não tem Facebook e minha produtividade aumentou 100%.

Contra a procrastinação: é útil você, ao final do dia, separar 5 minutos para listar como aproveitou as horas do seu dia. Anote o que fez em cada hora e veja seu progresso. Esta dica eu tirei daquele livro que linkei lá em cima. Eu não faço isso porque não sou procrastinadora, apesar de ser facilmente distraída por influências externas, mas se você tem esta tendência, seja sincero consigo mesmo e faça isso. É melhor que se culpar, se desesperar, etc, ou seja, fazer o que não resultará em nada. Você pode buscar ferramentas para melhorar isto, então melhore.

 

  1. Atividades físicas em dia

Todo mundo conhece aworkoutquele velho clichê “corpo são, mente sã”. Manter o corpo saudável é essencial para a sobrevivência por aqui, especialmente em condições adversas. Ajuda você a manter a rotina, aumenta a concentração, diminui os níveis de estresse, equilibra os hormônios (especialmente para nós, mulheres), principalmente se você estiver meio que num regime celibatário forçado (tamo junto), dentre muitos outros benefícios. Inclusive, tem um livro muito bom sobre isso.

Por todas estas razões, eu trato atividade física como saúde e prioridade. Pode ser complicado continuar sendo rato de academia aqui, e provavelmente você não vai poder gastar o mesmo tempo que gastava no Brasil se gostava muito de malhar, ainda mais se você for homem e gostar de cultivar os músculos, hehe. Mas para quem encara a malhação como saúde, menos horas de dedicação diárias são necessárias e acho que dá para encaixar na rotina perfeitamente.

O que eu fiz: aqui a academia da universidade é top de linha e “de graça”, mas não tem instrutores. Bem, por opção pessoal, resolvi me matricular nas aulas que eles oferecem. Escolhi cerca de uma aula por dia para fazer e distribuí na minha agenda semanal (veja na figura no final do post), normalmente de manhã cedo, o que também é uma estratégia para me ajudar a acordar e para regular minha rotina. Acordar e almoçar sempre na mesma hora é bom para acostumar o corpo e criar hábitos que nos ajudam a manter o tempo e tarefas sob controle. Se você gosta de correr, corra. Eu não faço isso (ainda) porque aqui no Arizona é um inferno de quente esta época do ano, e se eu correr 5 minutos, terei que voltar para casa de ambulância. Enfim, faça algo de que gosta e separe um tempo na sua rotina como prioridade. Pode não ser todos os dias, veja o que melhor combina com seus objetivos e possibilidades, mas não deixe de fazer alguma coisa!

 

  1. Seu momento de higiene mental

Se eu disser que tenho este momengame of thronesto todos os dias, estarei mentindo. Mas eu estou tentando e quero chegar lá. Por enquanto, tenho conseguido mantê-lo na maioria dos meus dias. O que é isso? Um momento só seu, que pode ser de uma hora, mais ou menos (funciona pra mim) em que você faça algo que você goste que não esteja relacionado necessariamente com seu trabalho/pesquisa aí. Isso ajuda muito a você limpar a mente, renovar as energias e dormir melhor. Pode ser assistir a uma série de que você goste, falar com um amigo no Skype (não vou falar de whatsapp porque, sejamos sinceros, nós acabamos usando esta droga o dia inteiro, haha) ou simplesmente ficar zapeando canais em frente à TV. Eu não tenho TV e nem me faz falta, diga-se de passagem, mas eu costumo dedicar os minutos finais do meu dia a dançar alguma música loucamente na minha sala ler um livro, tomando um café em minha poltrona (Jesus, tô velha). Isso me faz muito bem! Por sinal, estou lendo um livro simplesmente fantástico, para quem se interessar. Até Game of Thrones retornar em abril, claro. Aí terei que dar um jeito de comprar uma TV… hehehe.

Mas, enfim, isso me ajuda a dormir, e cuidar do seu sono é fundamental nesta história toda. Se você sai do computador onde estava lendo 300 papers e vai imediatamente deitar, é provável que fique ainda ligado ao seu trabalho e não consiga dormir tão cedo – ou pior, sonhe com os malditos papers!

 

  1. Vida social

partyTá, primeira coisa, acabou a farra. Isso você já sacou, né? Mas também não precisa se isolar ou se privar de vida social, que isso só trará más consequências a médio e longo prazo. Não vai dar pra liberar todos os finais de semana em tempo integral, garantir a cerveja-nossa-de-toda-sexta, perder muitas noites nos finais de semana e muito menos viajar pelos quatro cantos sempre que rolar um feriado. Mas você pode sim fazer tudo isso, ainda que em menor intensidade. Ainda que tenha que juntar dinheiro e programar um adiantamento nos estudos com antecedência para viajar num determinado feriado ou fim de semana do mês, ou que só saia com os amigos nas noites de sábado e nas tardes de domingo, mas não abra mão da sua vida social! Ela é tão importante quanto todo o resto, ainda que seu orientador às vezes lhe faça acreditar no contrário (felizmente, o meu é do babado e gosta de uma farra de vez em quando, haha). Em semanas especialmente estressantes, se permita um pequeno break de umas duas horas e vá tomar um sorvete e colocar o papo em dia, por exemplo (vixe, falei igual a revista para adolescentes, agora). Algumas pequenas pausas na rotina são tão essenciais quanto a própria rotina, ao meu ver! O importante é planejar, e guardar algumas cartas na manga – ou seja, algumas folgas no cronograma para permitir estas pequenas escapadas ou outros imprevistos.

 

Meu cronograma

Então, como eu disse, aí vai o cronograma semanal que estou seguindo aqui, e que tem dado certo! Claro que já fiz muitos ajustes e continuarei fazendo sempre que achar necessário. A ideia é continuar melhorando sempre!

meu cronograma
Usei vermelho para as aulas da academia, amarelo para as aulas da universidade, verde para o tempo livre de estudo, lilás para as tarefas de casa e o azul para a hora do almoço (tentei manter igual todos os dias). Não incluí os finais de semana porque prefiro deixá-los livres para preparar de acordo com a demanda de cada semana – e do que surgir em termos de lazer!

 

É isso, gente. Para quem teve paciência de chegar até aqui, espero ter ajudado em alguma coisa. E aí, deu uma luz no assunto? Me dê seu feedback para eu saber se ajudei ou no que posso melhorar!

No mais, boa sorte a todos, KEEP CALM, sem desespero, que você CONSEGUE dar conta de tudo. Não se cobre demais, seja tolerante consigo mesmo, é tudo um aprendizado contínuo.  Qualquer coisa, grita… e até a próxima!

 

 

Passei em muitas: como escolher? Critérios na hora de escolher a universidade após a aprovação!

E aí Abroaders!

Então você fez tudo direitinho, passou por todas as etapas, pelas siglas LoR, SoP, GRE, TOEFL, etc… E ficou na expectativa dos resultados das universidades. A ansiedade aumenta e você já não dorme (não come e não f…er…, deixa pra lá), a tecla F5 do seu teclado já está gasta, você está com o thegradcafe aberto constantemente (explico sobre este site mais abaixo), e nada … been there bro.

Aqui vai a primeira dica: o site www.thegradcafe.com, para quem tem um espírito masoquista para quem quer acompanhar os resultados das universidades, é uma comunidade com estudantes que se inscreveram em grad schools, mais focado nos EUA e Canadá. A ideia principal do site é simples: cada um que recebe o resultado de sua inscrição vai até a comunidade e publica em qual curso e universidade foi aprovado, suas notas e outras informações. É bem interessante, e falaremos novamente sobre o gradcafe mais abaixo, pois ele possui ainda outras utilidades.


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Voltando ao assunto… Enfim chega o momento, nada no e-mail ainda, mas você observa no gradcafe que estão divulgando resultados de uma universidade que você se inscreveu, mas que coisa, que alegria, que emoção! Bom, além de esperar informações por e-mail, você deve checar o site da universidade, então, depois do log in, você tem uma notificação que a decisão foi tomada, enquanto espera o link abrir, o coração na boca……bomba, rejected.

É meu amiguinho, sensação devastadora. Não, não é o fim do mundo, mas foi tanto esforço, tanta espera, para nada. Você sabia que era a universidade mais difícil de entrar e você nem queria tanto, mas não importa, um rejected abala a confiança de qualquer um, e ninguém entenderá porque tanto drama, só quem passou por isso. Mas siga em frente que ainda tem bala na agulha.

Certo, agora a ansiedade chega a níveis master, mais duas semanas e nenhum outro resultado chega. Nas comunidades do Facebook já tem um monte de gente recebendo suas aprovações e você chupando o dedo. Indo direto ao assunto, tudo o que você quer neste momento é algum sim, qualquer um, nem precisa mais ser de sua top choice. Começa a fazer promessa de não checar o gradcafe e os sites das universidades por pelo menos um dia.

Agora seu telefone vibra (cada notificação será um mini ataque cardíaco), novo email – É DA UNIVERSIDADE – rapidamente abre e… aprovado!!!

https://www.youtube.com/watch?v=76QlNWVleC4

Nossa, você chora, pula, não acredita, ou nem consegue ficar feliz ainda pois a tensão foi tanta que você está meio emotionless, mas a ficha cai logo! Acabaram as preocupações certo? Claro! Passei! *confetes*

Aí, você já com mil planos, um dia depois chega novo email com nova aprovação!!! Explode coração! Agora você já está se sentindo o pica das galáxias! Nossa, opção de escolha, que máximo. Tá, e agora, como escolher? Drama queen… Mas as coisas ainda podem se complicar mais (mas convenhamos, não é uma complicação tão ruim), você pode ter um prazo para aceitar uma oferta de admissão, e este prazo vencer ainda antes de você conhecer o resultado das outras que você se inscreveu (isto sim é complicado).

Bom, vamos lá, chega de historinhas, se você se encaixa em alguma destas situações este post apresenta algumas coisas que podem te ajudar na prática a escolher onde você vai passar os seus próximos 4 anos. A principal de todas é feita bem antes, quando você escolhe para quais universidades você vai se inscrever.

É claro que neste momento já sabemos que o principal nesta escolha é o programa em si, um bom encaixe acadêmico com sua linha de pesquisa e um bom contato com um possível orientador. E muitas vezes é apenas isto que olhamos quando decidimos aonde aplicar. Fazemos nossa listinha das top 5, tudo bonitinho. Mas as coisas podem mudar muito durante o longo período de espera. O contato com um orientador ficou excelente e outra universidade virou top, ou um orientador sumiu do mapa, ou o departamento ofereceu grana extra, nossa, muita coisa pode mudar desde que você fez aquela lista. Mas no fim das contas, se tudo estiver meio empatado, você pode levar em consideração: como é a cidade, o clima, as pessoas, o custo de vida, estilo de vida, etc. Parece bobagem agora né, mas serão quatro anos, e para quem vai com dependentes então, os pesos mudam.

Por isto que uma boa pesquisa inicial vai ajudar muito. Pode ter casos em que, depois de ter passado na universidade você resolve pesquisar sobre a cidade, e alguma coisa muito fora das suas características te faz pensar: eu não quero morar ai por tanto tempo. Bom, se você tivesse visto isto antes te pouparia uma inscrição e muito trabalho.

O que vai acontecer neste momento de escolha é uma verdadeira competição entre suas opções, e para ajudar você pode criar critérios de aspectos que você considera importante e dar notas, o peso de cada conceito vai variar de acordo com suas prioridades. Alguns critérios que acredito que podem ajudar:

Melhor encaixe de seus interesses com o programa;

Corpo docente / relação com possível orientador;

Oferta de renda extra, como bolsas de RA/TA;

Ranking da Universidade (questionável, mas em algum nível pode te ajudar a aceitar alguma escolha, eu colocaria um peso mais baixo em detrimento aos anteriores);

Estilo da Cidade;

Custo de vida;

Opções de moradia;

Coisas para fazer;

Mobilidade, caminhabilidade;

Segurança …

A lista de fatores a se considerar na cidade é grande e, novamente, vai variar de pessoa para pessoa. Uma coisa é fato, se você pretende ir com dependentes (cônjuge, filhos), a cidade irá pesar bastante na sua escolha.

Então vamos lá, quanto aos primeiros itens não tem muito segredo, o post sobre achar universidades do Abroaders já ajuda nisto. Considere também o Monthly Maintenance Rates (MMR), que é o valor mínimo exigido (para fins de encaminhamento do processo de visto) para a sua cidade/região, e o quanto você receberá de bolsa, se ficar abaixo no valor mínimo você será obrigado a complementar. Uma boa estratégia é abrir o jogo com seu possível orientador, às vezes eles conseguem alguma coisa para você. Mas cuidado para não sair pedindo dinheiro para todas, mesmo naquelas que você não tem muita intenção de ir, pois já pensou, conseguem tudo o que você pediu e ainda assim você declina…Acontece, mas nunca é muito bom; deixe para usar o funding game para aquelas que você tem real intenção de ir.

Agora quanto à cidade tem duas dicas muito importantes, que podem ser usadas durante todo o processo: O City-data e o TheGradCafe.

O GradCafe além de ser uma ótima ferramenta para acompanhamento dos resultados, possui um fórum com foco em grad schools, excelente mesmo. Recomendo explorar as várias seções, mas referente ao nosso dilema, é o cityguide que irá trazer algumas respostas. As diferentes seções ficam mais ou menos ativas ao longo do ano. Praticamente todas as cidades que possuem grandes universidades tem um tópico próprio. Leia bem sobre a cidade, poste perguntas, mas principalmente, identifique membros com mais conhecimento dos locais e entre em contato diretamente por mensagem.

 

Agora, eu não consigo recomendar suficientemente o City-Data, é O site para buscar informações de cidades americanas.

citydata

 

Na primeira parte, você insere o nome da cidade e faz a busca. A quantidade de informações que retorna é ridícula, tem tudo, dados censitários, clima, economia, mapas interativos, criminalidade, orientação política (!), lista de estabelecimentos comerciais, e muuuuuito mais coisas. É realmente incrível, perca invista seu tempo com boas leituras e comparações neste site.

Mas você acha que um monte de dados é muito superficial, você é mais quali do que quanti? Sem problemas, entre no fórum do site, aí a brincadeira fica boa. Por experiência própria, o pessoal deste site é muito prestativo. Existem várias seções, por estados, cidades, sempre vai ter algo que você procura. Se não houver, poste sua dúvida, tenho certeza que logo terá respostas. Os americanos são, em geral, mais acostumados a se mudar ao longo da vida, e este site tem sido muito utilizado como fonte de informação. Aqui é importante para você descobrir o “estilo de vida da cidade”, descreva um pouco o que você busca ou pergunte especificamente, por exemplo, se a cidade tem um estilo mais urbano, com pessoas caminhando na rua até mais tarde, comércio vasto e aberto; ou uma cidade mais tranquila, aonde todos se conhecem e são amigáveis com estrangeiros.

Isto tudo é ainda mais importante com dependentes. Imagine você estudando como um maluco no seu PhD, seu cônjuge ainda não pode trabalhar (lembre que o visto J2 até permite trabalhar, mas a autorização demora), e talvez não tenha achado nada para estudar ainda. Como será a qualidade de vida da família? Querem um lugar mais afastado, ou preferem um lugar aonde possam fazer mais amigos, sair na rua e encontrar pessoas. Filhos? Como são as escolas, a vizinhança, o espírito de comunidade. É queridos amigos, percebem como analisar bem isto tudo ainda no início vai facilitar sua vida?

Outros sites de busca de moradias ajudam a dar uma ideia de como é a oferta e a tipologia das habitações disponíveis nas cidades, para listar alguns: Trulia, HotPads, PadMapper, Rent, Walkscore, são alguns exemplos.

E claro, nunca esquecer dos básicos, como o Google Street View e o YouTube. Dar uma passeada pela cidade com o street view pode dar uma visão completamente diferente dos tradicionais mapas. Mas são imagens estáticas, então um bom vídeo amador no YouTube pode ajudar muito. É muito comum encontrar reviews feitos por estudantes turistas ou moradores, em vídeos com os termos driving in…, how is life at…, getting to know…, etc., e a cidade que você quer conhecer.

A última dica que deixo aqui é tentar ao máximo um contato direto com estudantes da universidade que você vai, e melhor ainda se for do mesmo programa. Normalmente se você pedir a alguém do departamento, eles fornecem o contato de algum estudante disposto a ajudar. Pergunte tudo, como é a vida lá, o que fazem nos fins de semana, como é o ritmo de estudos, opções de moradia, e muito mais, pergunte mesmo. Muitas vezes eles irão sugerir um Skype call para facilitar.

Ah, lembra aquela situação em que você tem um prazo para aceitar ou não uma oferta que irá vencer antes mesmo de você conhecer todos os resultados? Uma alternativa é simplesmente pedir mais prazo. Seja honesto e diga por que você precisa de mais tempo, seja porque você precisa conseguir mais dinheiro para atingir o MMR, ou porque você ainda está esperando outros resultados para poder tomar uma decisão mais consciente. Acredite, este tipo de situação é comum e natural para eles, dificilmente você não conseguirá mais algum tempo. Mas fique ciente que nem sempre será suficiente, pois tem programa que solta resultado em fevereiro e outros só em maio, por exemplo, conseguir segurar a oferta aberta será um desafio nestes casos.

Bom, a intenção deste post era mais de preparar você para o que pode vir, garanto que se muito deste trabalho for feito antes mesmo de definir as suas opções para aplicação, o processo de escolha será muito mais fácil no final.

É isso aí, tome notas de todos os fatores que você acha importante, atribua pesos e valores, inclua sua família e amigos (muitas vezes simplesmente falar do que você gosta ou não gosta de cada opção para alguém irá clarear e muito sua mente), compare tudo e seja feliz! Afinal, você teve opções!

Depois virá a parte chata de avisar àquele professor super querido, que sempre te apoiou, que infelizmente você escolheu outro programa… doí viu, mas isto é assunto para outro post!

E aí, alguma dica de onde buscar informações para ajudar na escolha? Compartilhe conosco nos comentários.

Webinar – Orientação Pré-partida

Webinar - Abroaders
Depois de muito preparo, preenchimento de applications, envio de documentos e meses de espera pelos resultados, a tão sonhada admissão para uma universidade chegou!

O Abroaders, em parceria com o EducationUSA, organizou um webinar cheio de orientações pré-partida. Conversamos sobre o que esperar de sua vida acadêmica no exterior, a viagem de ida, o que levar e muito mais!

O webinar aconteceu no dia 28 de Julho de 2014. Clique aqui e assista na íntegra!

Gostaríamos de agradecer a Marta Bidoli Fernandes e toda a equipe do EducationUSA pela disponibilidade e boa vontade em realizar o webinar e nos ajudar no processo de mudança! Muito obrigado!

PS.: por razões técnicas, o webinar ficará disponível por seis meses a partir da data de sua realização. Mas fique ligado pois haverão muitos outros para te ajudar nessa jornada! 😉