E agora, voltamos a nossa programação normal

Olá pessoal! Recentemente migramos os Abroaders de servidor. Por isso, vocês talvez tenha sentido um soluço quando tentaram visitar o site. Depois de muitas horas de procrastinação trabalho, estamos de volta!

E para celebrar, resolvemos criar uma série de vídeos curtos e em linguagem simples: “Explicando pra minha mãe”. A ideia é explicar o tema da pesquisa de doutorado de cada um de nós para pessoas de todas as áreas – incluindo nossas próprias mães! A frequência de postagem vai depender da disponibilidade de cada um. Estamos todos quase concluindo o doutorado (e portanto com a corda no pescoço)!!

Nossos objetivos são:

  • tornar a ciência e a pesquisa acadêmica mais acessível para todo mundo,
  • mostrar o valor do que fazemos com os seus impostos,
  • e inspirar futuros mestrandos e doutorandos!

Ajude a gente!

Se você é estudante de doutorado no Brasil ou no exterior e tambem quer compartilhar sua pesquisa, entre em contato conosco. Ficaremos felizes com a sua participação!

Explicando pra minha mãe:

Sem mais delongas, aqui vai o primeiro da série! A Abroader Nanda Cruz Rios fala sobre a economia circular e o reuso de materiais de construção. Feedbacks são bem-vindos e nos ajudam muito a melhorar a nossa pesquisa. Obrigado e até a próxima!

O que é (e o que não é) um doutorado!?

Recebemos muitas perguntas sobre como é a experiência de fazer um doutorado, como é a rotina, demandas de trabalho, etc. Esse post é uma tentativa de responder tais dúvidas e esclarecer de vez o que é e o que não é um doutorado no exterior.

Vale ressaltar que a rotina de alunos de doutorados em Exatas, Biológicas e Humanas varia. A rotina descrita aqui corresponde a rotina de um aluno em Humanas ou Ciências Sociais. Aguarde posts futuros sobre a rotina do doutorado em outras áreas de estudo.

Primeiro: doutorado não é curso de inglês que você vai duas vezes por semana e faz lição de casa uma hora antes de ir para a aula.

Segundo: doutorado não é ensino fundamental onde você  tem aula das 7:30  até  13:00 da tarde, estuda uma hora por dia e passa o resto do dia assistindo Sessão da Tarde e Malhação.

Terceiro: doutorado não é ensino médio onde aquele professor vai te cobrar todo dia o conteúdo da matéria e a tarefa do dia. Ninguém irá te cobrar nada, mas ainda assim esperarão muito de você.

O que é, então, um doutorado?

Na realidade, um doutorado no exterior exige dedicação integral, de oito a dezesseis horas por dia de estudo, incluindo sábado, domingo e feriados. Durante os dois ou três primeiros anos, um aluno de doutorado precisa cursar uma certa quantidade de matérias e obter os devidos créditos. Essa quantidade varia por programa e por área de estudo. Contudo, nos Estados Unidos, alunos estrangeiros precisam cursar no mínimo 12 créditos (normalmente quatro matérias) por semestre para ser considerado aluno em tempo integral.

Ou seja, nesses primeiros anos, grande parte da sua carga de trabalho será focada em atender os requisitos das matérias que você está cursando. Isso envolve muita leitura (de certo uma média de  100 páginas por semana por matéria – mínimo de 400 páginas por semana), escrever relatórios e textos sobre o conteúdo lido, responder perguntas ou fazer exercícios práticos. Nos Estados Unidos, é esperado que o aluno se prepare para a aula e venha com o conhecimento necessário para discutir o tópico.

Participar em discussões em aulas faz parte de como professores americanos avaliam os alunos. Ou seja, se você vai para a aula sem estudar antes, é muito provável que não terá bom aproveitamento na matéria. A grande maioria de programas de doutorado possui exigências mínimas de aproveitamento em matérias. Estudar MUITO é uma condição sine qua non para fazer um programa de doutorado no exterior.

Mas calma… Isso não é tudo. Além da gigantesca carga de trabalho que as matérias exigem, alunos de doutorado também precisam se dedicar a sua própria pesquisa, desenvolver o seu projeto de pesquisa. O projeto de pesquisa deve ser um detalhado plano do que será a sua pesquisa, qual a fundamentação teórica utilizada, qual será a contribuição original que tal pesquisa irá prover e sua relevância para a área de estudo, quais resultados espera obter, e qual metodologia será desenvolvida para chegar em tais resultados. Cada programa possui seu timeline em relação a quando esse plano precisa ser desenvolvido, apresentado e aprovado. Normalmente isso deve acontecer ao finalizar as matérias cursadas. Porém, tal timeline varia de programa para programa.

De qualquer maneira, se preparar para escrever e, realmente escrever o plano de estudo requer uma carga de trabalho que, na verdade, é dificil de descrever. É trabalho PRA CARAMBA. Muita pesquisa, leitura, resumos e tentativas de elaborar um plano de pesquisa que seja viável e relevante ao mesmo tempo. Detalhe que isso ainda não é a pesquisa em si, mas o planejamento do que será a pesquisa e como essa será realizada de maneira efetiva.

Mas calma… Isso não é tudo. Além das matérias e do plano de pesquisa, há ainda o exame de qualificação. Como todos os outros itens, a timeline do exame e o formato dele variam de acordo com área de estudo e programa. Tentarei resumir de forma sucinta o que raio é esse exame: imagina você ter que provar que já estudou o suficiente sobre a sua área de conhecimento para poder ensinar outros e ser considerado uma autoridade em tal área. Em outras palavras, é trabalho PRA CARAMBA .

Mas CALMA… Isso AINDA não é tudo. Caso o seu orientador tenha um laboratório, além de tudo o que eu já descrevi, você provavelmente terá que trabalhar algumas horas do dia no laboratório, na sua pesquisa ou em colaboração para outros projetos.

Depois de todo esse trabalho, você terá que colocar em prática o plano de pesquisa durante os últimos anos do doutorado. Nesse período, o tipo de trabalho de cada doutorando varia muito de acordo com o tipo de pesquisa e metodologia desenvolvida. E ainda escrever a tese apresentando o processo e resultados da pesquisa (que é basicamente um livro).

Agora você deve estar pensando que acabou, certo? ERRADO. Além de matérias, plano de pesquisa, exame de qualificação, laboratório, doutorandos ainda precisam se preocupar em frequentar conferências e publicar artigos a fim de divulgar o seu trabalho e ter uma chance de arrumar um emprego.

Além de tudo isso, a gente ainda tem que comer, tomar banho, dormir, enfim… viver.

É trabalho PRA CARAMBA, sem vale refeição, férias, décimo terceiro, ou salário, pra falar a verdade. Bolsa de estudos não é salário. Bolsista não lucra com bolsa de estudos. Bolsa de estudos é um dinheiro mínimo para pagar aluguel, contas básicas e comer. Mas esse já é tema para um outro post…

Conheça a BRASCON, conferência voltada para estudantes brasileiros nos EUA

E aí, já sabe o que fazer depois da pós graduação? Como fazer pra usar esse aprendizado todo no exterior pra gerar inovação, crescer na carreira e garantir um emprego?
Três estudantes brasileiras de pós graduação resolveram promover uma conferência aqui, nos Estados Unidos para tentar responder essas perguntas – a BRASCON. Essa idéia cresceu e hoje a equipe conta com 17 membros de 13 estados americanos e 14 universidades.

Nessa conferência, pesquisadores brasileiros que estudaram nos Estados Unidos e que hoje tem alto impacto na comunidade científica, assim como empreendedores brasileiros de sucesso, vão contar um pouco da sua trajetória. Dentre os palestrantes confirmados estão Miguel Nicolelis, Marcelo Gleiser e Leonardo Teixeira.

Além dessas feras da academia, representantes de instituições chave para a ciência e indústria no Brasil e nos Estados Unidos vão participar de painéis de discussão.

E você? Você pode apresentar seu trabalho oralmente ou como poster e de quebra conhecer outros brasileiros que estudam ou trabalham nos Estados Unidos. Esses contatos podem fazer toda a diferença na hora de encontrar colaborações pra sua pesquisa (e quem sabe até um emprego).

Vem pra BRASCON você também! Vai ser dias 12 e 13 de março do ano que vem (provavelmente no seu Spring Break), na Harvard University. Inscrições pelo site brasconference.org.

Fique por dentro da BRASCON, siga a página no facebook: BRASCON no Facebook.

FAQ renovação J1

Olar gafanhoto!

Já passou um ano que você está se estressando estudando e resolveu tirar umas férias no Brasil? Pois é, se você tem o visto J1, vai ter que renovar antes de voltar para a terra do Tio Sam! Mas do not fear my friend! Neste post juntamos as perguntas que temos recebido de nossos fãs leitores e as respostas de quem já passou por mais essa burocracia.

 

Sem mais delongas vamos ao que interessa:

  • Preciso pagar a SEVIS? Não! A taxa SEVIS (Student and Exchange VISitor program) está atrelada ao seu programa de pós e só é necessário pagar uma vez. Como o pessoal que veio com o CsF teve sua SEVIS emitida pela LASPAU, se você desistir da bolsa brasileira e quiser ficar apenas com alguma bolsa da universidade, por exemplo, você talvez tenha que pagar novamente. Mas aí não podemos ajudar, ninguém passou por isso aqui.
  • A renovação é automática? Não! Você vai ter que passar por todo o processo novamente, ir ao CASV, agendar entrevista, pagar aquela taxa marota da entrevista… Mas não tenha medo, é só seguir o lindo passo-a-passo que a gente já fez.
  • Mas eu liguei pra agendar o CASV e o aendente me disse que não preciso ir ao consulado fazer entrevista!??? Pois é, mas tem. Quando você for no CASV, vão te mandar fazer a entrevista de qualquer jeito! E o pior é que talvez não tenha horário disponível no mesmo dia ou no seguinte, então tome muito cuidado nessa parte!!!
  • E o DS-2019, o que faço com ele? Fale com o seu advisor da LASPAU. Você vai precisar de uma assinatura válida (com menos de 1 ano) pra poder renovar o visto.
  • Mas meu DS-2019 não tem mais lugar pra assinar e preciso renovar denovo, o que faço? A LASPAU vai mandar um DS novinho em folha para você, fale com o seu advisor da LASPAU.
  • Posso renovar antes de viajar? Não. Você não consegue tirar visto dentro dos EUA.
  • Posso renovar em outro lugar que não o Brasil? Sim. Você pode renovar em outro país que ofereça esse serviço. Sabemos de casos de gente que renovou no Canadá, México. Informe-se caso tenha que viajar para uma conferência em outro lugar, por exemplo!

 

Se você tiver mais alguma pergunta, mande pra gente que colocaremos aqui na lista. Abaixo temos alguns pontos interessantes:

  • O site de agendamento foi atualizado, talvez você tenha que criar uma nova conta
  • Ná hora de agendar, não selecionar a opção CsF
  • O telefone de ajuda para o visto (ligando a partir dos EUA): 703-439-2340
  • Para agendar, use as opções 3 – 2 – 2 – 2 (vai até falar em português/portunhol com o atendente)
  • Se você é CsF, lembre de pedir autorização para a CAPES/CNPq!

Por hoje é só pessoal!

1 ano no exterior, o que aconteceu até aqui?

Queridos gafanhotos, estamos de volta!

Er, quer dizer, estamos voltando… assim, aos poucos… mas tá indo.

O que dizer sobre esse 1 ano estudando no exterior que passou tão rápido mas já considero pacas? Bom, passou rápido mesmo. Passou tão rápido que é quase inacreditável. A gente chega achando que nesse primeiro ano vai fazer mil coisas, começar um projeto para mudar o mundo, criar algo revolucionário, descobrir a cura de alguma doença… mas não. A gente chega, e senta a bunda na cadeira para ter aulas. Não me levem a mal, minhas aulas até agora foram espetaculares, e tenho certeza que os meus companheiros de equipe irão dizer o mesmo sobre as deles. Vou contar um pouco sobre a minha experiência, e saibam que dependendo do curso e da Universidade, isso pode variar.

Aqui na Tulane University eu preciso estar matriculada em 12 créditos por semestre para ser considerada aluna Full Time. Isso equivale a 4 matérias de 3 créditos. Então nesses 2 semestres eu completei 8 matérias, ou 24 créditos. Para me formar eu preciso completar 54 créditos, o que dará mais 2 semestres com 4 matérias cada e um outro semestre exclusivamente para Gross Anatomy. Para aqueles que não sabem eu estudo Physical Anthropology, com ênfase em Forensic Anthropology.

Objeto do meu trabalho cursando Forensic Anthropology

Além das 4 matérias cursadas eu também sou RA (Research Assistant). Ou seja, além de estudar para as minhas aulas diárias, eu também faço horas de pesquisa no laboratório. Se eu pudesse resumir os meus dias seria: chegar para as aulas as 9h e sair da Universidade as 17h, chegar em casa e continuar trabalhando. Obviamente esse é o MEU horário, isso varia muito dentre todos os alunos de outras Universidades e inclusive dentre meus próprios colegas de departamento. Eu, por exemplo, gosto de acordar cedo (5:30h) para afazeres saudáveis (leia-se ir para a academia para não virar uma bola), gosto de tirar uma soneca à tarde, e muitas vezes prefiro escrever projetos, papers e estudar a noite. Mas novamente, isso funciona pra mim, e cada um tem a sua maneira de se organizar (para dicas de organizacao entre neste link)

Como eu ia dizendo, aulas e laboratórios enchem o meu dia, mas eu ainda preciso de tempo para: estudar, comer, escrever, pesquisar e um tempo para não pensar em nada porque ninguém é de ferro. Minha experiência com as aulas foram excelentes. Além de professores extraordinários, eu tive ótimos colegas de classe. Aqui na Tulane muitas das classes são uma mistura de Undergrads e Graduate students (entre neste link para entender a diferenca), porém, algumas coisas são diferentes, como por exemplo, nós Graduate students temos uma sessão de discussão de artigos após as aulas (inclua isso no seu dia), onde devemos ler um determinado artigo antes da discussão e o apresentamos para o resto do grupo. Também devemos escrever um Final Research Paper, que aqui na Tulane varia entre 15 e 20 páginas, o que é quase um projeto: escolhemos um tema, colocamos uma tese, e tentamos prová-la ou refutá-la com base na literatura e pesquisa própria. Eles geralmente devem ser entregues no último dia de aula e valem uma grande parte da nossa nota, em torno de 30%. O resto fica distribuído entre provas (sim, 3 provas), participação, discussão dos artigos e alguns outros mini testes.

Meus momentos de não pensar em nada se resumem geralmente a um dia, ou sexta a noite, ou sábado. É quando eu tiro tempo para ver os meus seriados favoritos, sair com os amigos, ou para ler qualquer coisa não relacionada ao meu curso ou minhas aulas. Anotem: ISSO É NECESSÁRIO! É preciso ter um dia de descanso e, sabendo se organizar, dá pra fazer tudo sem peso na consciência.

Vivendo em New Orleans o que não me falta são coisas para fazer. A cidade ferve todos os dias da semana. As pessoas são amigáveis e prestativas, o clima é agradável na maior parte do tempo (exceto no verão, verão aqui é insuportável). O meu departamento, Department of Anthropology, é bastante unido, professores e alunos se dão super bem e inclusive fazem social juntos. Temos algumas festas que envolvem ver o seu orientador fantasiado de Malévola (er, Halloween), e muitas outras coisas mais. Fiz grandes amigos aqui, e tenho certeza que isso me ajudou bastante durante todo esse ano que passou. Meus amigos Abroaders também têm um espaço importante nesse trajeto todo, sempre nos falamos e compartilhamos aflições e conquistas. As pessoas ao meu redor fizeram esse 1 ano ser o mais proveitoso possível.

TL;DR: Apesar de ter uma carga enorme de aulas, pesquisa e estudos, eu só tenho a agredecer por tudo o que aconteceu nesse 1 ano que passou. A quantidade de conhecimento que eu adquiri é imensurável e as minhas aulas, assim como pesquisas, foram extraordinárias. Mesmo com um calendário cheio de tarefas, preciso de um dia para relaxar, e ter um círculo de grandes amigos com certeza me ajudou nisso tudo.

Logicamente, isso nunca seria possível sem a bolsa do CsF, e se você quer ter essa oportunidade, leia o nosso site e descubra o que fazer e como se preparar para se candidatar ao Doutorado.

Tem que tomar vacina para estudar nos Estados Unidos?

Uma pergunta que muitas pessoas me fazem é se eu já tomei todas as vacinas pra poder entrar nos EUA. O que nem todo mundo sabe é que para entrar lá, não é exigida nenhuma vacina. A não ser que você vá fazer uma paradinha básica pré-doutorado ou um voo onde será necessário que você faça imigração no Panamá. Aí você te que estar com a vacina de Febre Amarela em dia (validade de 10 anos) e com a Carteira Internacional de Vacinação, indicando a vacina no prazo ou que foi vacinado pelo menos 10 dias antes da viagem.

Para estudantes, entretanto, a exigência das vacinas é feita pela universidade de destino. Ou seja, as exigências serão diferentes para cada um e podem variar, inclusive, dependendo do departamento do qual você fará parte. Geralmente, estudantes da área de saúde ou aqueles que irão frequentar departamentos vinculados a essas áreas tem uma lista maior de agulhadas para tomar. Na tabela abaixo, podemos encontrar uma lista das vacinas mais comumente exigidas ou recomendadas. Lembrando que algumas são obrigatórias, outras apenas uma recomendação da universidade. É preciso verificar com o departamento de saúde da sua universidade quais os requisitos. Particularmente, eu coloquei todas as vacinas possíveis em dia. Não vejo motivo de não fazê-lo, é sempre melhor prevenir que remediar.

Sarampo / caxumba / rubéola (MMR ou tríplice viral) 2 doses ou título de anticorpos positivo
Doença Meningocócica (Quadrivalente) Imunização nos últimos 5 anos
Tétano / Difteria / Coqueluche (DTaP) Imunização nos últimos 10 anos
Hepatite B Série de 3 imunizações ou título de anticorpos positivos
Influenza Imunização no último ano
Febre Amarela Imunização nos últimos 10 anos
Catapora Série de 2  imunizações ou título de anticorpos positivos

 

A maioria das vacinas exigidas é oferecida gratuitamente na rede pública e está no calendário de vacinação do adulto. Algumas, entretanto, só são encontradas na rede privada e outras nem isso. Um exemplo é a DTaP. A rede pública oferece a vacina dupla tipo adulto, que imuniza apenas contra tétano e difteria. Algumas universidade, porém, pedem que o aluno também seja imunizado contra a coqueluche. A tríplice da rede pública é indicada somente para crianças e pode levar a sérias reações adversas em adultos. A DTaP adulto é acelular, portanto não promove essas reações e é encontrada em centros de imunização privados. Um outro exemplo é a Meningocócica, que não tem sido encontrada em lugar nenhum no Brasil. No meu caso, eu tive que assinar um documento e enviar para a universidade falando que me comprometo em tomar a vacina assim que chegar lá ou me responsabilizo por qualquer consequência da não imunização.

Caso tenha perdido o seu cartão de vacinação, você tem duas opções: tomar as vacinas novamente e/ou fazer exames que comprovem a presença de anticorpos contra as doenças. No caso da catapora, por exemplo, esse exame será bem útil. Todo mundo já foi criança e praticamente todos tiveram catapora. Talvez não seja muito comum as crianças terem catapora por lá, mas uma vacina sempre exigida é contra a varicela. Como a maioria por aqui no Brasil já teve essa coceirinha gostosa, eles pedem o exame comprovando a presença de anticorpos.

Outro exame bem solicitado é pra comprovar que o aluno não tem tuberculose. O mais simples é Teste Tuberculínico, também conhecido como PPD (Derivado Proteico Purificado). O problema é que pessoas que já foram imunizadas com a vacina BCG podem apresentar resultado positivo. Daí é só tirar um raio-X do pulmão para provar que não tem a doença. Como tudo varia de uma universidade pra outras, algumas pedem testes específicos e mais acurados, como QuantiFERON GOLD ou T-spot, porém mais caros também.

Uma vez imunizado contra todas as doenças estabelecidas pela universidade, o que fazer? Pelo que tenho visto, a maioria das universidades não pede o Cartão de Vacinação original e/ou traduzido. Elas oferecem um formulário que um médico ou enfermeiro deve preencher e assinar, indicando a data da sua vacinação (conforme ele irá conferir na sua carteirinha) e atestando que aquela informação é verdadeira. Caso a universidade peça a tradução da sua carteirinha, é bom levar pra um tradutor juramentado para não ter problemas.

Nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte podem ser encontrados locais que oferecem um serviço de atendimento ao viajante, que visam orientar os viajantes no que diz respeito à diminuição dos riscos de aquisição de doenças durante viagens, doenças transmissíveis e vacinas. A pessoa pode agendar uma consulta para receber as orientações necessárias e devido encaminhamento.

 

Belo Horizonte

Centro de Atenção à Saúde do Viajante

Endereço: Rua Paraíba, 890 – Funcionários

Telefone: 31 3246-5026 31 3277-5300

E-mail: saude.viajante@pbh.gov.br

Horário de Funcionamento: 2ª a 6ª das 8h às 17h.

 

São Paulo

Núcleo de Medicina do Viajante

Instituto de Infectologia Emílio Ribas

Tel.: 55 11 3896-1366

e-mail: medviajante@emilioribas.sp.gov.br

 

Ambulatório dos Viajantes

Hospital de Clínicas da USP

Tel.: 55 11 2661-6392

Prédio dos Ambulatórios – 4º andar – sala 8 Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, Cerqueira César, São Paulo – Capital

Aberto das 8h às 16h. Emergência 24h

 

Ambulatório de Medicina do Viajante

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Rua Borges Lagoa, 770 – Vila Clementino

Tel.: 55 11 5084-5005

Horário de Atendimento: segunda a sexta das 13h30 às 17h.

 

Rio de Janeiro

Centro de Informação em Saúde para Viajantes

Hospital Universitário da UFRJ

e-mail: agenda@cives.ufrj.br

Cidade Universitária da UFRJ (Ilha do Fundão), 5o. andar do prédio do – Hospital Universitário, Ala Sul, sala 2.

Cooking Abroad: como estudar no exterior sem virar uma bola

Olá Abroaders!

O post de hoje é sobre um tema muito importante na vida de um estudante no exterior: COMIDA!

Quando você muda do seu país para um lugar novo e desconhecido, essa mudança afeta diretamente a sua alimentação. Muitos estudantes nunca moraram sozinhos e não sabem cozinhar nada além de miojo e ovo frito. Além disso, é muito mais prático e rápido comer um lanche. Vocês com certeza terão uma rotina bem cheia e pouco tempo para efetivamente se preocupar com isso. (Para saber mais sobre como gerenciar melhor o seu tempo durante o mestrado / doutorado, leia esse post.)

Em muitos lugares é mais barato comer mal. Ou seja, a chance de você cair na armadilha de comer porcaria porque é mais rápido e mais barato é imensa. Comer mal é extremamente prejudicial a saúde. A nossa alimentação influencia a qualidade do nosso sono, habilidade de concentração e a nossa saúde como todo. Não preciso nem mencionar as questões estéticas né. Creio eu que ninguém quer voltar rolando para o Brasil.

Sendo assim, temos o orgulho de lançar o mais novo quadro do Abroaders: Cooking Abroad!

Cooking Abroad

Nesse quadro iremos dar dicas de como se alimentar de forma mais saudável através de receitas baratas, fáceis e rápidas de fazer. Não se preocupe, você não precisa ser mestre cuca para acompanhar as receitas. Iremos dar o passo-a-passo para que todos consigam fazer.

Um fato bem engraçado (desesperador) que acontece quando você se muda para um país diferente é que você não tem familiaridade com o tipo de comida que existente e é predominante naquele lugar, você não conhece as marcas (ou conhece as marcas mas não os produtos) que são vendidas no mercado.

O que acontece quando você vai no mercado? Você fica que nem barata tonta de um lado para o outro, demora três horas para fazer uma compra porque você não sabe direito o que comprar. E o que você vai gostar de comer. Analisa e lê todos os rótulos. Passa cinco vezes pelo mesmo corredor. Não encontra as coisas porque a forma de organizar a disposição dos produtos no mercado em outros países é diferente do Brasil. Todos esses problemas são manejáveis, obviamente. Mas sempre é bom estar preparado ou ter alguém para te ajudar a se encontrar. Por isso também daremos dicas de produtos marcas, supermercados e tudo que envolve a deliciosa arte de comer no exterior!

Através do Cooking Abroad, esperamos ajudar você, estudante brasileiro no exterior, comer bem e não gastar muito tempo e dinheiro com isso. Sem mais delongas, mãos a obra!

 

A receita de hoje não é uma invenção minha. Quem me ensinou foi uma querida amiga em um momento de desespero meu em busca de receitas práticas e rápidas. Obrigada Rafa!

Vou ensiná-los a fazer um pão de queijo tapioca de frigideira! Já testei! É delicioso, versátil e muito rápido de fazer. Sério, quinze minutos está pronto.

Os ingredientes que você irá precisar para a massa são:

1 ovo

2 colheres de farinha de tapioca

Calma gente, sem pânico! Essa farinha você compra em qualquer mercado (eu comprei no Kroger).  Eu encontrei em uma sessão que tinha uns produtos naturebas, orgânicos. Mas isso pode variar de mercado para mercado. Dá para comprar através da Amazon também. Não é muitooo barato (6-7 obamas), mas rende. Você com certeza fará muitas tapiocas com ela, então vale a pena. É isso aqui ow:

Farinha de tapioca

 

1 colher de creme de ricota – aqui depende muito do  seu gosto e há muitas possibilidades. Você pode usar queijo cottage, algum outro queijo em creme ou requeijão. Dá para substituir também por iogurte natural e até por água, caso a sua despensa esteja vazia!

1 colher de farinha de linhaça  – esse ingrediente é opcional. Caso você não tenha ou não queira comprar linhaça, você pode usar outra farinha/grão ou até eliminar o ingrediente. Quando eu fiz a primeira vez, não tinha linhaça. Substitui por aveia e ficou bom.

Aveia

 

Queijo – Aqui as possibilidades são infinitas. Se você ama queijo que nem eu, com certeza poderá pensar em mil combinações de queijos para usar. A única recomendação é tentar usar queijo já ralado ou em pedações pequenos para que ele derreta mais fácil e se integre na massa. Mussarela ralada, parmesão ralado, gorgonzola em pedaços, feta em pedaços…. go crazy!

Temperos a vontade – Esse ingrediente também é opcional. Você pode ou não escolher temperar a sua massa. Sal, pimenta, salsinha, cebola, alho, o que você quiser. Escolher o tempero é muito de gosto também. Coloque o que você normalmente usa e gosta, só tome cuidado para não exagerar!

Bata (bater significa colocar tudo em uma tigela e misturar os ingredientes, para os muito leigos rs) todos esses ingredientes com um garfo. Misture bem. A mistura irá ficar mais ou menos assim:

IMG_0517

 

Unte uma frigideira com manteiga ou azeite. WHAT? Untar significa basicamente lambuzar a frigideira com manteiga para que os ingredientes não grudem quando você for cozinhar. Não precisa de muito, uma colher pequena com manteiga ou azeite é suficiente.

frigideira untada

 

Coloque a mistura na frigideira untada / lambuzada e ligue o fogo baixo. A mistura irá se espalhar pela frigideira. Quanto mais se espalhar, maior ficará a sua tapioca. Só tome cuidado para não espalhar demais, pois a massa ficará muito fina e poderá despedaçar.
Massa na frigideira

Deixe fritar até perceber que a massa está endurecendo e começando a desgrudar  da frigideira. Quando isso acontecer, fique atento pois logo você terá que virar. Em média você deverá fritar de 2 a 4 minutos cada lado. Depende de quão torradinho você gostaria que o seu pão de queijo tapioca fique.

Depois de ter fritado dos dois lados, chega o momento de rechear. Para o recheio não há regras. Você pode usar o que quiser para rechear. Quando fiz, usei peito de peru e mussarela fatiada (eu realmente amo queijo, não me julgue) e tomate. Mas as possibilidades são infinitas. Manteiga, requeijão, outros tipos de queijos, presunto, bacon, cebola, até carne moída. Faça as suas próprias combinações segundo o que você mais gosta. Te garanto que não tem como ficar ruim!

Eu coloquei o recheio ainda na frigideira para que o queijo extra derretesse e e o peito de peru esquentasse um pouco. Mas você pode rechear já no prato também. Depois que rechear, dobre no meio a tapioca, como se fosse um sanduíche.

Colocando o recheio

É ISSO! Agora é só comer. Te garanto que fica muito gostoso! Faça as suas combinações e nos mande a foto! Caso tenha sugestões de receitas e dicas para o Cooking Abroad, por favor nos mande que postaremos! 🙂

Pão de queijo tapioca de frigideira

 

 

Webinar – Orientação Pré-partida

Webinar - Abroaders
Depois de muito preparo, preenchimento de applications, envio de documentos e meses de espera pelos resultados, a tão sonhada admissão para uma universidade chegou!

O Abroaders, em parceria com o EducationUSA, organizou um webinar cheio de orientações pré-partida. Conversamos sobre o que esperar de sua vida acadêmica no exterior, a viagem de ida, o que levar e muito mais!

O webinar aconteceu no dia 28 de Julho de 2014. Clique aqui e assista na íntegra!

Gostaríamos de agradecer a Marta Bidoli Fernandes e toda a equipe do EducationUSA pela disponibilidade e boa vontade em realizar o webinar e nos ajudar no processo de mudança! Muito obrigado!

PS.: por razões técnicas, o webinar ficará disponível por seis meses a partir da data de sua realização. Mas fique ligado pois haverão muitos outros para te ajudar nessa jornada! 😉

Calculadora de GPA. De nada!

Ladies and gentlemen,

Tenho o prazer de apresentar a incrível, estupenda, fenomenal Calculadora de GPA Tabajara, ops, do Abroaders! Mais uma vez facilitamos a sua vida e disponibilizamos a calculadora logo aqui em cima, na barra superior do site.

calculadora

 

OBS.: Se você ainda não sabe o que é GPA, volte duas casas e leia esse excelente post escrito pela Mel que explica direitinho o que é essa peste.

Usar a calculadora é muito simples. Se você sabe ler, não terá problemas para preencher. Me sinto didática hoje então darei um mini tutorial de qualquer forma.

  1. Insira a nota que você tirou em cada matéria, de 0 a 10, no campo NOTA.
  2. Insira a quantidade de créditos, ou horas (vulgo carga horária), de cada matéria no campo CRÉDITOS.
  3. Coloque o seu e-mail e o seu nome para que nós possamos mandar coisas úteis e bacaninhas para você no futuro.
  4. Para inserir linhas adicionais, clique no símbolo de adição verde.
  5. Finalize clicando em CALCULAR.

Calculadora_GPA_Abroaders

É isso! A maioria das universidades não exige um documento oficial com o GPA. Porém, exigem o histórico escolar que irá comprovar as notas e a carga horária de cada matéria.

Fique ligado nas dicas do Abroaders e não pague mico!

Mico

 

Recebi o DS-2019, e agora? Como tirar o visto J-1 para os EUA

Olá, galera!

Este post de hoje vai para a turma que já se inscreveu para uma pós-graduação nos EUA, já passou, e em breve vai tirar o visto J1 para intercâmbio. Muitas informações também servirão para o visto F1, por exemplo; então, se o seu visto não é o J1, filtre as informações que são comuns ao procedimento para o seu tipo.

Então: você estava tendo crises incontroláveis de ansiedade e deixando os colegas malucos nos grupos do Facebook até que ele chegou. No único minuto do dia em que você esqueceu a existência do seu DS-2019, seu celular notifica o recebimento do tão esperado e-mail. Aí você vai lá, abre, olha, ahã, olha de novo, se belisca, até que pensa: OK, VAMOS AGENDAR LOGO ESTE VISTO. Desce a roletinha (eu sei que tem um nome, mas chamo de roletinha, licença) atrás de instruções, mas… nada.

Como assim? Não vou receber um passo a passo por e-mail???

Bem, provavelmente não, mas talvez este post consiga esclarecer algumas dúvidas do processo. VOU AVISANDO QUE SERÁ LONGO (até porque você vai precisar de umas boas horas para dar conta de toda a burocracia necessária – fica a dica).

PRIMEIRA FASE: PAGANDO A TAXA SEVIS

1. Entre neste site. Tenha em mãos seu formulário de visto (Form I-20 ou DS-2019 – vou me basear neste último), um cartão de crédito, e sangue frio para pagar pelo menos U$180 (dólares). 2. Procure e clique nesta opção:

sevis option fill 3. Selecione o tipo de formulário que você tem em mãos, dependendo de qual será o seu tipo de visto;sevis form op 4. Você vai encontrar a seguinte tela. Nela, escreva seus dados exatamente como aparecem no seu formulário (neste caso, vou falar do DS-2019, que foi a opção que marquei previamente). No SEVIS IDENTIFICATION NUMBER, insira o número que aparece no canto superior direito do seu DS-2019. Ele estará no formato N XXXXXXXXXX.

applicant validation info sevis

5. Em determinado momento, você vai ter que preencher um campo chamado EXCHANGE VISITOR CATEGORY. Atenção aqui! Por mais que você se sinta tentado em marcar a opção em que mais se encaixa, olhe no seu DS-2019 qual a opção que está escrita lá. No meu, estava escrito “Student Doctorate”. Então, marquei a opção “Student (college/university) $180”.

6. Ao final (não vou falar do processo INTEIRO com imagens porque não é necessário, vou pontuar as partes mais importantes e as que acho que podem gerar dúvidas),  após colocar os dados do seu cartão de crédito* , você vai ver a seguinte tela: CONFIRMATION PAYMENT SEVIS Clique em PRINT PAYMENT CONFIRMATION, imprima uma cópia física e salve uma em pdf. Você vai precisar da cópia física no dia da sua entrevista no Consulado. *o meu MasterCard não foi aceito e tive que usar o American Express, então por via das dúvidas tenham dois em mãos.   Pronto, seu SEVIS foi pago. Hora de partir para a segunda (e mais demorada) fase.

SEGUNDA FASE: PREENCHENDO O DS-160

1. Entre neste site. Separe ALGUMAS HORAS (sério). Tenha em mãos:

  • seus passaportes (novo e antigos);
  • suas datas de viagens anteriores aos EUA (se lembrar, senão pode estimar);
  • seu DS-2019;
  • seu comprovante de pagamento do SEVIS;
  • o endereço de onde você vai morar nos EUA (“ai, meu Deus, e se eu não tiver endereço ainda??” Não sei, jovem. Eu daria o endereço da universidade… mas faça o que achar mais conveniente);
  • o endereço da sua universidade (com CEP e telefone);
  • o seu currículo (você vai precisar preencher dados de seus empregos nos últimos 5 anos);
  • o nome/telefone/endereço/CEP/e-mail de um contato nos EUA* e;
  • o nome/telefone/endereço/CEP/e-mail de dois contatos no Brasil.

*Para os grantees da LASPAU: eu coloquei aqui o contato do meu Placement Specialist.

 

2. Antes de fazer qualquer coisa, dê uma lida nestes links à esquerda (marquei sutilmente com uma discreta seta). Depois, preencha a lacuna com a cidade onde agendará sua entrevista. Por fim, selecione Start an Application (nada óbvio).

0

3. O formulário é longo e possui várias sessões. Você terá a opção SAVE  ao final de cada página e eu sugiro que a use (salve sempre, especialmente se sua internet não for das melhores, porque depois você poderá retornar ao site com o application ID que receberá logo no início e retomar de onde parou). Toda vez que salvar, verá a tela abaixo e poderá clicar em “continue application” para prosseguir.4 3. Você vai passar ileso pelas questões sobre seus dados pessoais, é claro. Então, na sessão de Travel Information, vai se deparar com uma que pergunta: Quem está pagando a sua viagem?? Aqui, a dica é: confira seu DS-2019. Olhe no item “Program Sponsor” e veja quem está lá declarado como patrocinador. No meu caso, por exemplo, é a LASPAU, então eu preenchi esta tela assim:

3

 

4. A sessão Work/Education/Training é um saco, digo logo. Eles pedem para você preencher com os seus empregos nos 5 últimos anos. Serão aquelas informações chatas como  período de trabalho, endereço, telefone, nome do chefe (pode rezar para eles não ligarem), suas funções etc. MAS ANTES eles perguntam sua ocupação atual. Bem, eu e 80% da galera que conheço na minha situação já largamos o trabalho e estamos desempregados (no meu caso em particular, tô num freela temporário que daria mais trabalho explicar que considerar que estou desempregada e pronto). AÍ, AMIGO, ELE PEDE PRA VOCÊ EXPLICAR. Sim, exatamente deste jeito: EXPLAIN.

Putz, Bro, isso é fucking humiliating, tá ligado? Tipo, explique porque você tá desempregado nessa p****!

Também acho, mas… fazer o quê. Explique sua zorra. Eu joguei o seguinte migué:

job

5. Agora vem a sessão de que mais gosto.  Security and Background ❤. Aqui, você basicamente terá que responder se é ou pretende ser terrorista, drogado* ou prostituído, e coisas do gênero. Ah, eles também querem saber se você é amigo, filho, primo de 23º grau ou vizinho de algum terrorista, drogado ou prostituído.

*Não, jovem, graças a Jah eles não te perguntam se você dá um tapa na pantera de vez em quando, ou PELO MENOS eu interpretei que não, rs.

Dêem uma olhada em um trecho de uma das 5 (cinco) partes desta belezura:

secutiry

É tentador, mas não responda Yes, tá bom? Eu mesma morri de curiosidade para saber se, ao responder Yes para esta última, por exemplo, iria aparecer um campo para eu colocar o meu nome de terrorista-ultra-secreta-que-estava-tentando-tirar-o-visto-para-os-EUA-pelos-meios-convencionais. Não testei pra saber. 🙁

6. Aí pronto, galera, mais alguns passos chatinhos e vocês chegarão na última sessão, a do SEVIS.

SEVIS INFO FINAL DO DS160

O SEVIS ID é o mesmo número que você encontrará no seu DS-2019, naquele canto superior direito. O Program Number está também no DS, neste mesmo formato que está na imagem acima. Agora, faltou a pergunta final!

Você pretende estudar nos EUA?

(suspense)

Ai, não sei. Será? ¬¬’ Não, cara, eu até passei num tal de doutorado aí numa universidade massa e tals, mas eu vou mesmo é ser surfista na Califa e viver de fotossíntese B) Vou embora da Babilônia, tá ligado?

(nada contra, mas existem meios menos penosos de se conseguir essa vida)

Ao final de tudo, você revisa o formulário, coloca a assinatura eletrônica, salva em pdf, imprime uma cópia, manda para o seu e-mail, enfim. Faz o escambau para ter tudo guardadinho. E passa para a próxima fase!

 

TERCEIRA FASE: FICANDO UM POUCO MAIS POBRE E AGENDANDO O SEU VISTO (FINALMENTE!)

1. Entre neste site. Aqui você vai pagar a última taxa (esperamos), chamada MRV, que pode ser de U$160 ou R$368, depende se você vai pagar no cartão de crédito ou boleto bancário, respectivamente. Clique em criar uma conta ali na aba superior e vá em frente. Não é nada complicado, você escolhe as opções referentes ao seu tipo de visto* e ao local onde vai tirar, coloca algumas informações e faz o pagamento. Quando o pagamento for concluído, você poderá agendar as datas para entrevista e coleta de dados biométricos/foto. Note que são duas datas, você agenda uma e depois a outra (tem que rezar pra ter duas datas próximas e não ter que reagendar uma delas depois).

*Caso o seu seja o J1, tem duas opções: J1/J2 e J1/J2 Ciência sem Fronteiras. Os bolsistas do CsF tendem a clicar na segunda opção, mas é muito provável que apareça uma mensagem dizendo não haver datas disponíveis para a entrevista. Um dos nossos leitores recebeu informações por e-mail do Consulado, e eles informaram que bolsistas do CsF podem agendar pelo J1 comum, já que o “J1 Ciência sem Fronteiras” só abre para grandes grupos. Eles dizem fazer a separação lá mesmo, no local. Então, não se preocupe!

Pronto para a última fase?

 

O CHEFÃO, só que não: O DIA DA ENTREVISTA

Veja a nota abaixo sobre O QUE LEVAR NO DIA DA SUA ENTREVISTA. Leve passaporte original e Ds-2019 também original, além de cópias de tudo. Também leve o comprovante de pagamento da taxa MRV e da SEVIS, e comprovante de agendamento dos seus horários com código de barras visível. what to take with youNote que “any additional documents” podem incluir:

extratos bancários, carta de aceite da universidade, carta da CAPES, passaportes velhos, documentos, e principalmente qualquer coisa que comprove que você tem vínculo com o Brasil e que seja um motivo para querer voltar para cá: certidão de nascimento/casamento, comprovante de endereço, contra-cheques, comprovantes de endereço de familiares que moram aqui (e se eles tiverem visto pros EUA, vale a pena levar uma cópia do passaporte deles também), carnês de IPTU/IPVA, título de eleitor… E como somos estudantes, vale levar comprovação de que você realmente sabe estudar: históricos e currículo acadêmico.”

Esta é a dica de Érik Amorim, que também está indo fazer doutorado nos EUA este ano, com visto I-20 e bolsa da Universidade. Segundo ele, as cópias podem ser todas simples e não precisa levar nada relativo a passagem e a seguro de saúde. Érik já tirou o seu visto em São Paulo e também compartilhou como foi esta experiência:

Não pode entrar no CASV e no consulado com NADA ELETRÔNICO – celular, mp3, foninho. E não tem lugar para guardar lá, a não ser que você queira pagar caro para deixar num armário porcaria de um estacionamento privado que tem lá perto. Então não levem essas coisas! Mas levem um relógio de pulso, lá dentro vc vai querer ver as horas, mas não tem nenhum relógio por perto e ninguém tem celular! Eu estava com uma mochila apenas. Precisei ser revistado, mas entrei com ela.

O CASV é só para colher digitais e tirar foto. Foi tranquilo, eu cheguei uma hora antes do agendado mas eles me atenderam mesmo assim. Não levou nem 20 minutos. Já no consulado, 3 horas de fila, e é bom chegar com antecedência. Lá dentro tem até lanchonete. Na verdade é fila para a fila para a fila. Fila para entrar, fila para passar na segurança, fila para entrar na fila das entrevistas, fila das entrevistas. Leve um livro, ou escreva um por lá.

Aqui em SP pelo menos, a entrevista acontece no mesmo salão onde estão todas as 500 pessoas na fila. Você fala com um funcionário atrás de um guichê de vidro, enquanto o cara que está atrás na fila escuta toda a conversa, e o burburinho atrapalha bastante a comunicação… Mas segue abaixo a minha “entrevista” completa:

– Bom dia, qual o propósito da viagem?
– Bom dia. Vou fazer o Doutorado nos EUA.
– Deixe-me ver seu I-20. Quem vai bancar o curso?
– A universidade.
– Are you looking forward to studying there? How’s your English?
– Yes, of course. I hope it is fine.
– I’m sure it is. Seu visto foi aprovado, parabéns!
– Ahn… obrigado?
– De nada. Próximo!

Ele nem quis olhar a tonelada de documentos que eu preparei com tanto carinho! Apenas usei: comprovante de agendamento no CASV, I-20 e comprovante SEVIS no consulado, passaporte nos dois. Mas… é bom levar o resto também, por via das dúvidas!

Daqui a 10 dias vai chegar pelo correio o passaporte com o visto. E é isso! Boa sorte a todos, e nos vemos nos isteites!

Para quem vai fazer em SP: O CASV Vila Mariana é mais ou menos acessível da estação Santa Cruz do metrô, uns 25 minutos de caminhada preguiçosa. O Consulado fica bem perto da Avenida Santo Amaro, que tem um corredor de ônibus indo até a Paulista.

That’s all, folks!! Boa sorte a todos!