O que é (e o que não é) um doutorado!?

Recebemos muitas perguntas sobre como é a experiência de fazer um doutorado, como é a rotina, demandas de trabalho, etc. Esse post é uma tentativa de responder tais dúvidas e esclarecer de vez o que é e o que não é um doutorado no exterior.

Vale ressaltar que a rotina de alunos de doutorados em Exatas, Biológicas e Humanas varia. A rotina descrita aqui corresponde a rotina de um aluno em Humanas ou Ciências Sociais. Aguarde posts futuros sobre a rotina do doutorado em outras áreas de estudo.

Primeiro: doutorado não é curso de inglês que você vai duas vezes por semana e faz lição de casa uma hora antes de ir para a aula.

Segundo: doutorado não é ensino fundamental onde você  tem aula das 7:30  até  13:00 da tarde, estuda uma hora por dia e passa o resto do dia assistindo Sessão da Tarde e Malhação.

Terceiro: doutorado não é ensino médio onde aquele professor vai te cobrar todo dia o conteúdo da matéria e a tarefa do dia. Ninguém irá te cobrar nada, mas ainda assim esperarão muito de você.

O que é, então, um doutorado?

Na realidade, um doutorado no exterior exige dedicação integral, de oito a dezesseis horas por dia de estudo, incluindo sábado, domingo e feriados. Durante os dois ou três primeiros anos, um aluno de doutorado precisa cursar uma certa quantidade de matérias e obter os devidos créditos. Essa quantidade varia por programa e por área de estudo. Contudo, nos Estados Unidos, alunos estrangeiros precisam cursar no mínimo 12 créditos (normalmente quatro matérias) por semestre para ser considerado aluno em tempo integral.

Ou seja, nesses primeiros anos, grande parte da sua carga de trabalho será focada em atender os requisitos das matérias que você está cursando. Isso envolve muita leitura (de certo uma média de  100 páginas por semana por matéria – mínimo de 400 páginas por semana), escrever relatórios e textos sobre o conteúdo lido, responder perguntas ou fazer exercícios práticos. Nos Estados Unidos, é esperado que o aluno se prepare para a aula e venha com o conhecimento necessário para discutir o tópico.

Participar em discussões em aulas faz parte de como professores americanos avaliam os alunos. Ou seja, se você vai para a aula sem estudar antes, é muito provável que não terá bom aproveitamento na matéria. A grande maioria de programas de doutorado possui exigências mínimas de aproveitamento em matérias. Estudar MUITO é uma condição sine qua non para fazer um programa de doutorado no exterior.

Mas calma… Isso não é tudo. Além da gigantesca carga de trabalho que as matérias exigem, alunos de doutorado também precisam se dedicar a sua própria pesquisa, desenvolver o seu projeto de pesquisa. O projeto de pesquisa deve ser um detalhado plano do que será a sua pesquisa, qual a fundamentação teórica utilizada, qual será a contribuição original que tal pesquisa irá prover e sua relevância para a área de estudo, quais resultados espera obter, e qual metodologia será desenvolvida para chegar em tais resultados. Cada programa possui seu timeline em relação a quando esse plano precisa ser desenvolvido, apresentado e aprovado. Normalmente isso deve acontecer ao finalizar as matérias cursadas. Porém, tal timeline varia de programa para programa.

De qualquer maneira, se preparar para escrever e, realmente escrever o plano de estudo requer uma carga de trabalho que, na verdade, é dificil de descrever. É trabalho PRA CARAMBA. Muita pesquisa, leitura, resumos e tentativas de elaborar um plano de pesquisa que seja viável e relevante ao mesmo tempo. Detalhe que isso ainda não é a pesquisa em si, mas o planejamento do que será a pesquisa e como essa será realizada de maneira efetiva.

Mas calma… Isso não é tudo. Além das matérias e do plano de pesquisa, há ainda o exame de qualificação. Como todos os outros itens, a timeline do exame e o formato dele variam de acordo com área de estudo e programa. Tentarei resumir de forma sucinta o que raio é esse exame: imagina você ter que provar que já estudou o suficiente sobre a sua área de conhecimento para poder ensinar outros e ser considerado uma autoridade em tal área. Em outras palavras, é trabalho PRA CARAMBA .

Mas CALMA… Isso AINDA não é tudo. Caso o seu orientador tenha um laboratório, além de tudo o que eu já descrevi, você provavelmente terá que trabalhar algumas horas do dia no laboratório, na sua pesquisa ou em colaboração para outros projetos.

Depois de todo esse trabalho, você terá que colocar em prática o plano de pesquisa durante os últimos anos do doutorado. Nesse período, o tipo de trabalho de cada doutorando varia muito de acordo com o tipo de pesquisa e metodologia desenvolvida. E ainda escrever a tese apresentando o processo e resultados da pesquisa (que é basicamente um livro).

Agora você deve estar pensando que acabou, certo? ERRADO. Além de matérias, plano de pesquisa, exame de qualificação, laboratório, doutorandos ainda precisam se preocupar em frequentar conferências e publicar artigos a fim de divulgar o seu trabalho e ter uma chance de arrumar um emprego.

Além de tudo isso, a gente ainda tem que comer, tomar banho, dormir, enfim… viver.

É trabalho PRA CARAMBA, sem vale refeição, férias, décimo terceiro, ou salário, pra falar a verdade. Bolsa de estudos não é salário. Bolsista não lucra com bolsa de estudos. Bolsa de estudos é um dinheiro mínimo para pagar aluguel, contas básicas e comer. Mas esse já é tema para um outro post…

FAQ renovação J1

Olar gafanhoto!

Já passou um ano que você está se estressando estudando e resolveu tirar umas férias no Brasil? Pois é, se você tem o visto J1, vai ter que renovar antes de voltar para a terra do Tio Sam! Mas do not fear my friend! Neste post juntamos as perguntas que temos recebido de nossos fãs leitores e as respostas de quem já passou por mais essa burocracia.

 

Sem mais delongas vamos ao que interessa:

  • Preciso pagar a SEVIS? Não! A taxa SEVIS (Student and Exchange VISitor program) está atrelada ao seu programa de pós e só é necessário pagar uma vez. Como o pessoal que veio com o CsF teve sua SEVIS emitida pela LASPAU, se você desistir da bolsa brasileira e quiser ficar apenas com alguma bolsa da universidade, por exemplo, você talvez tenha que pagar novamente. Mas aí não podemos ajudar, ninguém passou por isso aqui.
  • A renovação é automática? Não! Você vai ter que passar por todo o processo novamente, ir ao CASV, agendar entrevista, pagar aquela taxa marota da entrevista… Mas não tenha medo, é só seguir o lindo passo-a-passo que a gente já fez.
  • Mas eu liguei pra agendar o CASV e o aendente me disse que não preciso ir ao consulado fazer entrevista!??? Pois é, mas tem. Quando você for no CASV, vão te mandar fazer a entrevista de qualquer jeito! E o pior é que talvez não tenha horário disponível no mesmo dia ou no seguinte, então tome muito cuidado nessa parte!!!
  • E o DS-2019, o que faço com ele? Fale com o seu advisor da LASPAU. Você vai precisar de uma assinatura válida (com menos de 1 ano) pra poder renovar o visto.
  • Mas meu DS-2019 não tem mais lugar pra assinar e preciso renovar denovo, o que faço? A LASPAU vai mandar um DS novinho em folha para você, fale com o seu advisor da LASPAU.
  • Posso renovar antes de viajar? Não. Você não consegue tirar visto dentro dos EUA.
  • Posso renovar em outro lugar que não o Brasil? Sim. Você pode renovar em outro país que ofereça esse serviço. Sabemos de casos de gente que renovou no Canadá, México. Informe-se caso tenha que viajar para uma conferência em outro lugar, por exemplo!

 

Se você tiver mais alguma pergunta, mande pra gente que colocaremos aqui na lista. Abaixo temos alguns pontos interessantes:

  • O site de agendamento foi atualizado, talvez você tenha que criar uma nova conta
  • Ná hora de agendar, não selecionar a opção CsF
  • O telefone de ajuda para o visto (ligando a partir dos EUA): 703-439-2340
  • Para agendar, use as opções 3 – 2 – 2 – 2 (vai até falar em português/portunhol com o atendente)
  • Se você é CsF, lembre de pedir autorização para a CAPES/CNPq!

Por hoje é só pessoal!

1 ano no exterior, o que aconteceu até aqui?

Queridos gafanhotos, estamos de volta!

Er, quer dizer, estamos voltando… assim, aos poucos… mas tá indo.

O que dizer sobre esse 1 ano estudando no exterior que passou tão rápido mas já considero pacas? Bom, passou rápido mesmo. Passou tão rápido que é quase inacreditável. A gente chega achando que nesse primeiro ano vai fazer mil coisas, começar um projeto para mudar o mundo, criar algo revolucionário, descobrir a cura de alguma doença… mas não. A gente chega, e senta a bunda na cadeira para ter aulas. Não me levem a mal, minhas aulas até agora foram espetaculares, e tenho certeza que os meus companheiros de equipe irão dizer o mesmo sobre as deles. Vou contar um pouco sobre a minha experiência, e saibam que dependendo do curso e da Universidade, isso pode variar.

Aqui na Tulane University eu preciso estar matriculada em 12 créditos por semestre para ser considerada aluna Full Time. Isso equivale a 4 matérias de 3 créditos. Então nesses 2 semestres eu completei 8 matérias, ou 24 créditos. Para me formar eu preciso completar 54 créditos, o que dará mais 2 semestres com 4 matérias cada e um outro semestre exclusivamente para Gross Anatomy. Para aqueles que não sabem eu estudo Physical Anthropology, com ênfase em Forensic Anthropology.

Objeto do meu trabalho cursando Forensic Anthropology

Além das 4 matérias cursadas eu também sou RA (Research Assistant). Ou seja, além de estudar para as minhas aulas diárias, eu também faço horas de pesquisa no laboratório. Se eu pudesse resumir os meus dias seria: chegar para as aulas as 9h e sair da Universidade as 17h, chegar em casa e continuar trabalhando. Obviamente esse é o MEU horário, isso varia muito dentre todos os alunos de outras Universidades e inclusive dentre meus próprios colegas de departamento. Eu, por exemplo, gosto de acordar cedo (5:30h) para afazeres saudáveis (leia-se ir para a academia para não virar uma bola), gosto de tirar uma soneca à tarde, e muitas vezes prefiro escrever projetos, papers e estudar a noite. Mas novamente, isso funciona pra mim, e cada um tem a sua maneira de se organizar (para dicas de organizacao entre neste link)

Como eu ia dizendo, aulas e laboratórios enchem o meu dia, mas eu ainda preciso de tempo para: estudar, comer, escrever, pesquisar e um tempo para não pensar em nada porque ninguém é de ferro. Minha experiência com as aulas foram excelentes. Além de professores extraordinários, eu tive ótimos colegas de classe. Aqui na Tulane muitas das classes são uma mistura de Undergrads e Graduate students (entre neste link para entender a diferenca), porém, algumas coisas são diferentes, como por exemplo, nós Graduate students temos uma sessão de discussão de artigos após as aulas (inclua isso no seu dia), onde devemos ler um determinado artigo antes da discussão e o apresentamos para o resto do grupo. Também devemos escrever um Final Research Paper, que aqui na Tulane varia entre 15 e 20 páginas, o que é quase um projeto: escolhemos um tema, colocamos uma tese, e tentamos prová-la ou refutá-la com base na literatura e pesquisa própria. Eles geralmente devem ser entregues no último dia de aula e valem uma grande parte da nossa nota, em torno de 30%. O resto fica distribuído entre provas (sim, 3 provas), participação, discussão dos artigos e alguns outros mini testes.

Meus momentos de não pensar em nada se resumem geralmente a um dia, ou sexta a noite, ou sábado. É quando eu tiro tempo para ver os meus seriados favoritos, sair com os amigos, ou para ler qualquer coisa não relacionada ao meu curso ou minhas aulas. Anotem: ISSO É NECESSÁRIO! É preciso ter um dia de descanso e, sabendo se organizar, dá pra fazer tudo sem peso na consciência.

Vivendo em New Orleans o que não me falta são coisas para fazer. A cidade ferve todos os dias da semana. As pessoas são amigáveis e prestativas, o clima é agradável na maior parte do tempo (exceto no verão, verão aqui é insuportável). O meu departamento, Department of Anthropology, é bastante unido, professores e alunos se dão super bem e inclusive fazem social juntos. Temos algumas festas que envolvem ver o seu orientador fantasiado de Malévola (er, Halloween), e muitas outras coisas mais. Fiz grandes amigos aqui, e tenho certeza que isso me ajudou bastante durante todo esse ano que passou. Meus amigos Abroaders também têm um espaço importante nesse trajeto todo, sempre nos falamos e compartilhamos aflições e conquistas. As pessoas ao meu redor fizeram esse 1 ano ser o mais proveitoso possível.

TL;DR: Apesar de ter uma carga enorme de aulas, pesquisa e estudos, eu só tenho a agredecer por tudo o que aconteceu nesse 1 ano que passou. A quantidade de conhecimento que eu adquiri é imensurável e as minhas aulas, assim como pesquisas, foram extraordinárias. Mesmo com um calendário cheio de tarefas, preciso de um dia para relaxar, e ter um círculo de grandes amigos com certeza me ajudou nisso tudo.

Logicamente, isso nunca seria possível sem a bolsa do CsF, e se você quer ter essa oportunidade, leia o nosso site e descubra o que fazer e como se preparar para se candidatar ao Doutorado.

Tem que tomar vacina para estudar nos Estados Unidos?

Uma pergunta que muitas pessoas me fazem é se eu já tomei todas as vacinas pra poder entrar nos EUA. O que nem todo mundo sabe é que para entrar lá, não é exigida nenhuma vacina. A não ser que você vá fazer uma paradinha básica pré-doutorado ou um voo onde será necessário que você faça imigração no Panamá. Aí você te que estar com a vacina de Febre Amarela em dia (validade de 10 anos) e com a Carteira Internacional de Vacinação, indicando a vacina no prazo ou que foi vacinado pelo menos 10 dias antes da viagem.

Para estudantes, entretanto, a exigência das vacinas é feita pela universidade de destino. Ou seja, as exigências serão diferentes para cada um e podem variar, inclusive, dependendo do departamento do qual você fará parte. Geralmente, estudantes da área de saúde ou aqueles que irão frequentar departamentos vinculados a essas áreas tem uma lista maior de agulhadas para tomar. Na tabela abaixo, podemos encontrar uma lista das vacinas mais comumente exigidas ou recomendadas. Lembrando que algumas são obrigatórias, outras apenas uma recomendação da universidade. É preciso verificar com o departamento de saúde da sua universidade quais os requisitos. Particularmente, eu coloquei todas as vacinas possíveis em dia. Não vejo motivo de não fazê-lo, é sempre melhor prevenir que remediar.

Sarampo / caxumba / rubéola (MMR ou tríplice viral) 2 doses ou título de anticorpos positivo
Doença Meningocócica (Quadrivalente) Imunização nos últimos 5 anos
Tétano / Difteria / Coqueluche (DTaP) Imunização nos últimos 10 anos
Hepatite B Série de 3 imunizações ou título de anticorpos positivos
Influenza Imunização no último ano
Febre Amarela Imunização nos últimos 10 anos
Catapora Série de 2  imunizações ou título de anticorpos positivos

 

A maioria das vacinas exigidas é oferecida gratuitamente na rede pública e está no calendário de vacinação do adulto. Algumas, entretanto, só são encontradas na rede privada e outras nem isso. Um exemplo é a DTaP. A rede pública oferece a vacina dupla tipo adulto, que imuniza apenas contra tétano e difteria. Algumas universidade, porém, pedem que o aluno também seja imunizado contra a coqueluche. A tríplice da rede pública é indicada somente para crianças e pode levar a sérias reações adversas em adultos. A DTaP adulto é acelular, portanto não promove essas reações e é encontrada em centros de imunização privados. Um outro exemplo é a Meningocócica, que não tem sido encontrada em lugar nenhum no Brasil. No meu caso, eu tive que assinar um documento e enviar para a universidade falando que me comprometo em tomar a vacina assim que chegar lá ou me responsabilizo por qualquer consequência da não imunização.

Caso tenha perdido o seu cartão de vacinação, você tem duas opções: tomar as vacinas novamente e/ou fazer exames que comprovem a presença de anticorpos contra as doenças. No caso da catapora, por exemplo, esse exame será bem útil. Todo mundo já foi criança e praticamente todos tiveram catapora. Talvez não seja muito comum as crianças terem catapora por lá, mas uma vacina sempre exigida é contra a varicela. Como a maioria por aqui no Brasil já teve essa coceirinha gostosa, eles pedem o exame comprovando a presença de anticorpos.

Outro exame bem solicitado é pra comprovar que o aluno não tem tuberculose. O mais simples é Teste Tuberculínico, também conhecido como PPD (Derivado Proteico Purificado). O problema é que pessoas que já foram imunizadas com a vacina BCG podem apresentar resultado positivo. Daí é só tirar um raio-X do pulmão para provar que não tem a doença. Como tudo varia de uma universidade pra outras, algumas pedem testes específicos e mais acurados, como QuantiFERON GOLD ou T-spot, porém mais caros também.

Uma vez imunizado contra todas as doenças estabelecidas pela universidade, o que fazer? Pelo que tenho visto, a maioria das universidades não pede o Cartão de Vacinação original e/ou traduzido. Elas oferecem um formulário que um médico ou enfermeiro deve preencher e assinar, indicando a data da sua vacinação (conforme ele irá conferir na sua carteirinha) e atestando que aquela informação é verdadeira. Caso a universidade peça a tradução da sua carteirinha, é bom levar pra um tradutor juramentado para não ter problemas.

Nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte podem ser encontrados locais que oferecem um serviço de atendimento ao viajante, que visam orientar os viajantes no que diz respeito à diminuição dos riscos de aquisição de doenças durante viagens, doenças transmissíveis e vacinas. A pessoa pode agendar uma consulta para receber as orientações necessárias e devido encaminhamento.

 

Belo Horizonte

Centro de Atenção à Saúde do Viajante

Endereço: Rua Paraíba, 890 – Funcionários

Telefone: 31 3246-5026 31 3277-5300

E-mail: saude.viajante@pbh.gov.br

Horário de Funcionamento: 2ª a 6ª das 8h às 17h.

 

São Paulo

Núcleo de Medicina do Viajante

Instituto de Infectologia Emílio Ribas

Tel.: 55 11 3896-1366

e-mail: medviajante@emilioribas.sp.gov.br

 

Ambulatório dos Viajantes

Hospital de Clínicas da USP

Tel.: 55 11 2661-6392

Prédio dos Ambulatórios – 4º andar – sala 8 Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, Cerqueira César, São Paulo – Capital

Aberto das 8h às 16h. Emergência 24h

 

Ambulatório de Medicina do Viajante

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Rua Borges Lagoa, 770 – Vila Clementino

Tel.: 55 11 5084-5005

Horário de Atendimento: segunda a sexta das 13h30 às 17h.

 

Rio de Janeiro

Centro de Informação em Saúde para Viajantes

Hospital Universitário da UFRJ

e-mail: agenda@cives.ufrj.br

Cidade Universitária da UFRJ (Ilha do Fundão), 5o. andar do prédio do – Hospital Universitário, Ala Sul, sala 2.

Passei em muitas: como escolher? Critérios na hora de escolher a universidade após a aprovação!

E aí Abroaders!

Então você fez tudo direitinho, passou por todas as etapas, pelas siglas LoR, SoP, GRE, TOEFL, etc… E ficou na expectativa dos resultados das universidades. A ansiedade aumenta e você já não dorme (não come e não f…er…, deixa pra lá), a tecla F5 do seu teclado já está gasta, você está com o thegradcafe aberto constantemente (explico sobre este site mais abaixo), e nada … been there bro.

Aqui vai a primeira dica: o site www.thegradcafe.com, para quem tem um espírito masoquista para quem quer acompanhar os resultados das universidades, é uma comunidade com estudantes que se inscreveram em grad schools, mais focado nos EUA e Canadá. A ideia principal do site é simples: cada um que recebe o resultado de sua inscrição vai até a comunidade e publica em qual curso e universidade foi aprovado, suas notas e outras informações. É bem interessante, e falaremos novamente sobre o gradcafe mais abaixo, pois ele possui ainda outras utilidades.


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Voltando ao assunto… Enfim chega o momento, nada no e-mail ainda, mas você observa no gradcafe que estão divulgando resultados de uma universidade que você se inscreveu, mas que coisa, que alegria, que emoção! Bom, além de esperar informações por e-mail, você deve checar o site da universidade, então, depois do log in, você tem uma notificação que a decisão foi tomada, enquanto espera o link abrir, o coração na boca……bomba, rejected.

É meu amiguinho, sensação devastadora. Não, não é o fim do mundo, mas foi tanto esforço, tanta espera, para nada. Você sabia que era a universidade mais difícil de entrar e você nem queria tanto, mas não importa, um rejected abala a confiança de qualquer um, e ninguém entenderá porque tanto drama, só quem passou por isso. Mas siga em frente que ainda tem bala na agulha.

Certo, agora a ansiedade chega a níveis master, mais duas semanas e nenhum outro resultado chega. Nas comunidades do Facebook já tem um monte de gente recebendo suas aprovações e você chupando o dedo. Indo direto ao assunto, tudo o que você quer neste momento é algum sim, qualquer um, nem precisa mais ser de sua top choice. Começa a fazer promessa de não checar o gradcafe e os sites das universidades por pelo menos um dia.

Agora seu telefone vibra (cada notificação será um mini ataque cardíaco), novo email – É DA UNIVERSIDADE – rapidamente abre e… aprovado!!!

https://www.youtube.com/watch?v=76QlNWVleC4

Nossa, você chora, pula, não acredita, ou nem consegue ficar feliz ainda pois a tensão foi tanta que você está meio emotionless, mas a ficha cai logo! Acabaram as preocupações certo? Claro! Passei! *confetes*

Aí, você já com mil planos, um dia depois chega novo email com nova aprovação!!! Explode coração! Agora você já está se sentindo o pica das galáxias! Nossa, opção de escolha, que máximo. Tá, e agora, como escolher? Drama queen… Mas as coisas ainda podem se complicar mais (mas convenhamos, não é uma complicação tão ruim), você pode ter um prazo para aceitar uma oferta de admissão, e este prazo vencer ainda antes de você conhecer o resultado das outras que você se inscreveu (isto sim é complicado).

Bom, vamos lá, chega de historinhas, se você se encaixa em alguma destas situações este post apresenta algumas coisas que podem te ajudar na prática a escolher onde você vai passar os seus próximos 4 anos. A principal de todas é feita bem antes, quando você escolhe para quais universidades você vai se inscrever.

É claro que neste momento já sabemos que o principal nesta escolha é o programa em si, um bom encaixe acadêmico com sua linha de pesquisa e um bom contato com um possível orientador. E muitas vezes é apenas isto que olhamos quando decidimos aonde aplicar. Fazemos nossa listinha das top 5, tudo bonitinho. Mas as coisas podem mudar muito durante o longo período de espera. O contato com um orientador ficou excelente e outra universidade virou top, ou um orientador sumiu do mapa, ou o departamento ofereceu grana extra, nossa, muita coisa pode mudar desde que você fez aquela lista. Mas no fim das contas, se tudo estiver meio empatado, você pode levar em consideração: como é a cidade, o clima, as pessoas, o custo de vida, estilo de vida, etc. Parece bobagem agora né, mas serão quatro anos, e para quem vai com dependentes então, os pesos mudam.

Por isto que uma boa pesquisa inicial vai ajudar muito. Pode ter casos em que, depois de ter passado na universidade você resolve pesquisar sobre a cidade, e alguma coisa muito fora das suas características te faz pensar: eu não quero morar ai por tanto tempo. Bom, se você tivesse visto isto antes te pouparia uma inscrição e muito trabalho.

O que vai acontecer neste momento de escolha é uma verdadeira competição entre suas opções, e para ajudar você pode criar critérios de aspectos que você considera importante e dar notas, o peso de cada conceito vai variar de acordo com suas prioridades. Alguns critérios que acredito que podem ajudar:

Melhor encaixe de seus interesses com o programa;

Corpo docente / relação com possível orientador;

Oferta de renda extra, como bolsas de RA/TA;

Ranking da Universidade (questionável, mas em algum nível pode te ajudar a aceitar alguma escolha, eu colocaria um peso mais baixo em detrimento aos anteriores);

Estilo da Cidade;

Custo de vida;

Opções de moradia;

Coisas para fazer;

Mobilidade, caminhabilidade;

Segurança …

A lista de fatores a se considerar na cidade é grande e, novamente, vai variar de pessoa para pessoa. Uma coisa é fato, se você pretende ir com dependentes (cônjuge, filhos), a cidade irá pesar bastante na sua escolha.

Então vamos lá, quanto aos primeiros itens não tem muito segredo, o post sobre achar universidades do Abroaders já ajuda nisto. Considere também o Monthly Maintenance Rates (MMR), que é o valor mínimo exigido (para fins de encaminhamento do processo de visto) para a sua cidade/região, e o quanto você receberá de bolsa, se ficar abaixo no valor mínimo você será obrigado a complementar. Uma boa estratégia é abrir o jogo com seu possível orientador, às vezes eles conseguem alguma coisa para você. Mas cuidado para não sair pedindo dinheiro para todas, mesmo naquelas que você não tem muita intenção de ir, pois já pensou, conseguem tudo o que você pediu e ainda assim você declina…Acontece, mas nunca é muito bom; deixe para usar o funding game para aquelas que você tem real intenção de ir.

Agora quanto à cidade tem duas dicas muito importantes, que podem ser usadas durante todo o processo: O City-data e o TheGradCafe.

O GradCafe além de ser uma ótima ferramenta para acompanhamento dos resultados, possui um fórum com foco em grad schools, excelente mesmo. Recomendo explorar as várias seções, mas referente ao nosso dilema, é o cityguide que irá trazer algumas respostas. As diferentes seções ficam mais ou menos ativas ao longo do ano. Praticamente todas as cidades que possuem grandes universidades tem um tópico próprio. Leia bem sobre a cidade, poste perguntas, mas principalmente, identifique membros com mais conhecimento dos locais e entre em contato diretamente por mensagem.

 

Agora, eu não consigo recomendar suficientemente o City-Data, é O site para buscar informações de cidades americanas.

citydata

 

Na primeira parte, você insere o nome da cidade e faz a busca. A quantidade de informações que retorna é ridícula, tem tudo, dados censitários, clima, economia, mapas interativos, criminalidade, orientação política (!), lista de estabelecimentos comerciais, e muuuuuito mais coisas. É realmente incrível, perca invista seu tempo com boas leituras e comparações neste site.

Mas você acha que um monte de dados é muito superficial, você é mais quali do que quanti? Sem problemas, entre no fórum do site, aí a brincadeira fica boa. Por experiência própria, o pessoal deste site é muito prestativo. Existem várias seções, por estados, cidades, sempre vai ter algo que você procura. Se não houver, poste sua dúvida, tenho certeza que logo terá respostas. Os americanos são, em geral, mais acostumados a se mudar ao longo da vida, e este site tem sido muito utilizado como fonte de informação. Aqui é importante para você descobrir o “estilo de vida da cidade”, descreva um pouco o que você busca ou pergunte especificamente, por exemplo, se a cidade tem um estilo mais urbano, com pessoas caminhando na rua até mais tarde, comércio vasto e aberto; ou uma cidade mais tranquila, aonde todos se conhecem e são amigáveis com estrangeiros.

Isto tudo é ainda mais importante com dependentes. Imagine você estudando como um maluco no seu PhD, seu cônjuge ainda não pode trabalhar (lembre que o visto J2 até permite trabalhar, mas a autorização demora), e talvez não tenha achado nada para estudar ainda. Como será a qualidade de vida da família? Querem um lugar mais afastado, ou preferem um lugar aonde possam fazer mais amigos, sair na rua e encontrar pessoas. Filhos? Como são as escolas, a vizinhança, o espírito de comunidade. É queridos amigos, percebem como analisar bem isto tudo ainda no início vai facilitar sua vida?

Outros sites de busca de moradias ajudam a dar uma ideia de como é a oferta e a tipologia das habitações disponíveis nas cidades, para listar alguns: Trulia, HotPads, PadMapper, Rent, Walkscore, são alguns exemplos.

E claro, nunca esquecer dos básicos, como o Google Street View e o YouTube. Dar uma passeada pela cidade com o street view pode dar uma visão completamente diferente dos tradicionais mapas. Mas são imagens estáticas, então um bom vídeo amador no YouTube pode ajudar muito. É muito comum encontrar reviews feitos por estudantes turistas ou moradores, em vídeos com os termos driving in…, how is life at…, getting to know…, etc., e a cidade que você quer conhecer.

A última dica que deixo aqui é tentar ao máximo um contato direto com estudantes da universidade que você vai, e melhor ainda se for do mesmo programa. Normalmente se você pedir a alguém do departamento, eles fornecem o contato de algum estudante disposto a ajudar. Pergunte tudo, como é a vida lá, o que fazem nos fins de semana, como é o ritmo de estudos, opções de moradia, e muito mais, pergunte mesmo. Muitas vezes eles irão sugerir um Skype call para facilitar.

Ah, lembra aquela situação em que você tem um prazo para aceitar ou não uma oferta que irá vencer antes mesmo de você conhecer todos os resultados? Uma alternativa é simplesmente pedir mais prazo. Seja honesto e diga por que você precisa de mais tempo, seja porque você precisa conseguir mais dinheiro para atingir o MMR, ou porque você ainda está esperando outros resultados para poder tomar uma decisão mais consciente. Acredite, este tipo de situação é comum e natural para eles, dificilmente você não conseguirá mais algum tempo. Mas fique ciente que nem sempre será suficiente, pois tem programa que solta resultado em fevereiro e outros só em maio, por exemplo, conseguir segurar a oferta aberta será um desafio nestes casos.

Bom, a intenção deste post era mais de preparar você para o que pode vir, garanto que se muito deste trabalho for feito antes mesmo de definir as suas opções para aplicação, o processo de escolha será muito mais fácil no final.

É isso aí, tome notas de todos os fatores que você acha importante, atribua pesos e valores, inclua sua família e amigos (muitas vezes simplesmente falar do que você gosta ou não gosta de cada opção para alguém irá clarear e muito sua mente), compare tudo e seja feliz! Afinal, você teve opções!

Depois virá a parte chata de avisar àquele professor super querido, que sempre te apoiou, que infelizmente você escolheu outro programa… doí viu, mas isto é assunto para outro post!

E aí, alguma dica de onde buscar informações para ajudar na escolha? Compartilhe conosco nos comentários.

Webinar – Orientação Pré-partida

Webinar - Abroaders
Depois de muito preparo, preenchimento de applications, envio de documentos e meses de espera pelos resultados, a tão sonhada admissão para uma universidade chegou!

O Abroaders, em parceria com o EducationUSA, organizou um webinar cheio de orientações pré-partida. Conversamos sobre o que esperar de sua vida acadêmica no exterior, a viagem de ida, o que levar e muito mais!

O webinar aconteceu no dia 28 de Julho de 2014. Clique aqui e assista na íntegra!

Gostaríamos de agradecer a Marta Bidoli Fernandes e toda a equipe do EducationUSA pela disponibilidade e boa vontade em realizar o webinar e nos ajudar no processo de mudança! Muito obrigado!

PS.: por razões técnicas, o webinar ficará disponível por seis meses a partir da data de sua realização. Mas fique ligado pois haverão muitos outros para te ajudar nessa jornada! 😉

Calculadora de GPA. De nada!

Ladies and gentlemen,

Tenho o prazer de apresentar a incrível, estupenda, fenomenal Calculadora de GPA Tabajara, ops, do Abroaders! Mais uma vez facilitamos a sua vida e disponibilizamos a calculadora logo aqui em cima, na barra superior do site.

calculadora

 

OBS.: Se você ainda não sabe o que é GPA, volte duas casas e leia esse excelente post escrito pela Mel que explica direitinho o que é essa peste.

Usar a calculadora é muito simples. Se você sabe ler, não terá problemas para preencher. Me sinto didática hoje então darei um mini tutorial de qualquer forma.

  1. Insira a nota que você tirou em cada matéria, de 0 a 10, no campo NOTA.
  2. Insira a quantidade de créditos, ou horas (vulgo carga horária), de cada matéria no campo CRÉDITOS.
  3. Coloque o seu e-mail e o seu nome para que nós possamos mandar coisas úteis e bacaninhas para você no futuro.
  4. Para inserir linhas adicionais, clique no símbolo de adição verde.
  5. Finalize clicando em CALCULAR.

Calculadora_GPA_Abroaders

É isso! A maioria das universidades não exige um documento oficial com o GPA. Porém, exigem o histórico escolar que irá comprovar as notas e a carga horária de cada matéria.

Fique ligado nas dicas do Abroaders e não pague mico!

Mico

 

E-book: GRE Detonado!!! Todas as dicas para você vencer este chefão!

Boa noite, #teamAbroaders!!!

Vamos falar sobre GRE?? É um daqueles exames necessários que você tem que fazer para conseguir sua pós-graduação em alguns países (como os EUA, por exemplo). É bastante importante e pode ser o seu pior pesadelo ou um excelente critério de desempate – ao seu favor! Tudo depende de como você se prepara para ele.

Quer saber mais?

Temos um e-book saindo do forno para vocês!!

Baixe o GRE Detonado clicando na imagem acima!
Baixe o GRE Detonado clicando na imagem acima!