E agora, voltamos a nossa programação normal

Olá pessoal! Recentemente migramos os Abroaders de servidor. Por isso, vocês talvez tenha sentido um soluço quando tentaram visitar o site. Depois de muitas horas de procrastinação trabalho, estamos de volta!

E para celebrar, resolvemos criar uma série de vídeos curtos e em linguagem simples: “Explicando pra minha mãe”. A ideia é explicar o tema da pesquisa de doutorado de cada um de nós para pessoas de todas as áreas – incluindo nossas próprias mães! A frequência de postagem vai depender da disponibilidade de cada um. Estamos todos quase concluindo o doutorado (e portanto com a corda no pescoço)!!

Nossos objetivos são:

  • tornar a ciência e a pesquisa acadêmica mais acessível para todo mundo,
  • mostrar o valor do que fazemos com os seus impostos,
  • e inspirar futuros mestrandos e doutorandos!

Ajude a gente!

Se você é estudante de doutorado no Brasil ou no exterior e tambem quer compartilhar sua pesquisa, entre em contato conosco. Ficaremos felizes com a sua participação!

Explicando pra minha mãe:

Sem mais delongas, aqui vai o primeiro da série! A Abroader Nanda Cruz Rios fala sobre a economia circular e o reuso de materiais de construção. Feedbacks são bem-vindos e nos ajudam muito a melhorar a nossa pesquisa. Obrigado e até a próxima!

O que é (e o que não é) um doutorado!?

Recebemos muitas perguntas sobre como é a experiência de fazer um doutorado, como é a rotina, demandas de trabalho, etc. Esse post é uma tentativa de responder tais dúvidas e esclarecer de vez o que é e o que não é um doutorado no exterior.

Vale ressaltar que a rotina de alunos de doutorados em Exatas, Biológicas e Humanas varia. A rotina descrita aqui corresponde a rotina de um aluno em Humanas ou Ciências Sociais. Aguarde posts futuros sobre a rotina do doutorado em outras áreas de estudo.

Primeiro: doutorado não é curso de inglês que você vai duas vezes por semana e faz lição de casa uma hora antes de ir para a aula.

Segundo: doutorado não é ensino fundamental onde você  tem aula das 7:30  até  13:00 da tarde, estuda uma hora por dia e passa o resto do dia assistindo Sessão da Tarde e Malhação.

Terceiro: doutorado não é ensino médio onde aquele professor vai te cobrar todo dia o conteúdo da matéria e a tarefa do dia. Ninguém irá te cobrar nada, mas ainda assim esperarão muito de você.

O que é, então, um doutorado?

Na realidade, um doutorado no exterior exige dedicação integral, de oito a dezesseis horas por dia de estudo, incluindo sábado, domingo e feriados. Durante os dois ou três primeiros anos, um aluno de doutorado precisa cursar uma certa quantidade de matérias e obter os devidos créditos. Essa quantidade varia por programa e por área de estudo. Contudo, nos Estados Unidos, alunos estrangeiros precisam cursar no mínimo 12 créditos (normalmente quatro matérias) por semestre para ser considerado aluno em tempo integral.

Ou seja, nesses primeiros anos, grande parte da sua carga de trabalho será focada em atender os requisitos das matérias que você está cursando. Isso envolve muita leitura (de certo uma média de  100 páginas por semana por matéria – mínimo de 400 páginas por semana), escrever relatórios e textos sobre o conteúdo lido, responder perguntas ou fazer exercícios práticos. Nos Estados Unidos, é esperado que o aluno se prepare para a aula e venha com o conhecimento necessário para discutir o tópico.

Participar em discussões em aulas faz parte de como professores americanos avaliam os alunos. Ou seja, se você vai para a aula sem estudar antes, é muito provável que não terá bom aproveitamento na matéria. A grande maioria de programas de doutorado possui exigências mínimas de aproveitamento em matérias. Estudar MUITO é uma condição sine qua non para fazer um programa de doutorado no exterior.

Mas calma… Isso não é tudo. Além da gigantesca carga de trabalho que as matérias exigem, alunos de doutorado também precisam se dedicar a sua própria pesquisa, desenvolver o seu projeto de pesquisa. O projeto de pesquisa deve ser um detalhado plano do que será a sua pesquisa, qual a fundamentação teórica utilizada, qual será a contribuição original que tal pesquisa irá prover e sua relevância para a área de estudo, quais resultados espera obter, e qual metodologia será desenvolvida para chegar em tais resultados. Cada programa possui seu timeline em relação a quando esse plano precisa ser desenvolvido, apresentado e aprovado. Normalmente isso deve acontecer ao finalizar as matérias cursadas. Porém, tal timeline varia de programa para programa.

De qualquer maneira, se preparar para escrever e, realmente escrever o plano de estudo requer uma carga de trabalho que, na verdade, é dificil de descrever. É trabalho PRA CARAMBA. Muita pesquisa, leitura, resumos e tentativas de elaborar um plano de pesquisa que seja viável e relevante ao mesmo tempo. Detalhe que isso ainda não é a pesquisa em si, mas o planejamento do que será a pesquisa e como essa será realizada de maneira efetiva.

Mas calma… Isso não é tudo. Além das matérias e do plano de pesquisa, há ainda o exame de qualificação. Como todos os outros itens, a timeline do exame e o formato dele variam de acordo com área de estudo e programa. Tentarei resumir de forma sucinta o que raio é esse exame: imagina você ter que provar que já estudou o suficiente sobre a sua área de conhecimento para poder ensinar outros e ser considerado uma autoridade em tal área. Em outras palavras, é trabalho PRA CARAMBA .

Mas CALMA… Isso AINDA não é tudo. Caso o seu orientador tenha um laboratório, além de tudo o que eu já descrevi, você provavelmente terá que trabalhar algumas horas do dia no laboratório, na sua pesquisa ou em colaboração para outros projetos.

Depois de todo esse trabalho, você terá que colocar em prática o plano de pesquisa durante os últimos anos do doutorado. Nesse período, o tipo de trabalho de cada doutorando varia muito de acordo com o tipo de pesquisa e metodologia desenvolvida. E ainda escrever a tese apresentando o processo e resultados da pesquisa (que é basicamente um livro).

Agora você deve estar pensando que acabou, certo? ERRADO. Além de matérias, plano de pesquisa, exame de qualificação, laboratório, doutorandos ainda precisam se preocupar em frequentar conferências e publicar artigos a fim de divulgar o seu trabalho e ter uma chance de arrumar um emprego.

Além de tudo isso, a gente ainda tem que comer, tomar banho, dormir, enfim… viver.

É trabalho PRA CARAMBA, sem vale refeição, férias, décimo terceiro, ou salário, pra falar a verdade. Bolsa de estudos não é salário. Bolsista não lucra com bolsa de estudos. Bolsa de estudos é um dinheiro mínimo para pagar aluguel, contas básicas e comer. Mas esse já é tema para um outro post…

Bolsistas de doutorado no exterior aguardam decisão da Capes há mais de cinquenta dias e podem ficar sem recursos para necessidades básicas

 

Graças ao descaso do Governo Brasileiro com o futuro da ciência no país,  seus impostos estão indo pelo ralo – em dólar

Amigos, já faz um tempo que não publicamos nada. É uma pena que estejamos de volta com esta postagem em particular, mas agora somos nós que precisamos da ajuda de vocês. Por isso, hoje não tem piada, nem brincadeira, nem bom humor. Hoje o assunto é sério. Vamos lá.

 

Nós somos estudantes de doutorado pleno nos Estados Unidos pelo programa Ciência sem Fronteiras. Quem cuida das nossas bolsas de estudo é a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que faz parte do Ministério da Educação (MEC).

 

Nós recebemos uma bolsa de estudos de duração máxima de 48 meses, a ser renovada anualmente sob pedido do estudante. Todos os anos, fazemos o pedido de renovação junto à CAPES três meses antes do início do novo ano letivo e enviamos os documentos necessários (formulários, relatório de desempenho, e pareceres dos orientadores). Esta etapa ocorre normalmente até o mês de Abril, para os doutorandos que iniciam o período acadêmico em Agosto, ou em Maio para os que pesquisam em universidades onde o ano letivo tem início em Setembro.

 

É importante ressaltar que os estudantes não são autorizados a fazer esta solicitação com antecedência maior que os três meses, conforme orientado pela CAPES.

 

Este ano porém, até a data de hoje, muitos bolsistas ainda se encontram sob a expectativa da renovação. A situação é especialmente preocupante para muitos de nós porque a última trimestralidade recebida pela CAPES se encerra no próximo mês, Julho de 2016. Sendo assim, caso algumas bolsas não sejam renovadas, dificilmente teremos tempo hábil para solicitar recurso e/ou auxílio dos departamentos de pesquisa locais antes que nossos recursos financeiros se esgotem.

 

Estamos, portanto, a um mês e meio do esgotamento do nosso financiamento atual e ainda sem ter conhecimento sobre o rumo que tomarão os nossos processos no próximo ano. A resposta que obtivemos da CAPES quanto a este atraso é que, segundo o Manual do Bolsista (que a propósito vem sofrendo modificações constantes sem notificar os estudantes), as nossas solicitações devem ser enviadas com 90 dias de antecedência para que haja tempo hábil para a avaliação por parte da CAPES (como fizemos). Segundo a Auxiliar Administrativa da CAPES informou os bolsistas por e-mail, isso significa que a CAPES terá até o início do próxio ano letivo, ou seja, até o esgotamento total do nosso salário trimestral, para emitir um parecer sobre a renovação das bolsas. A auxiliar não aprofundou a resposta ou investiu esforço algum para entender a situação dos estudantes ou averiguar o que poderia ser feito. Isso, aliás, é uma marca da comunicação da CAPES com os bolsistas: a maioria dos e-mails de resposta limita-se a transcrições de trechos do Manual do Bolsista e não há nenhum esforço por parte da agência do Governo em avaliar as solicitações caso-por-caso (falaremos mais sobre isso na próxima publicação).

 

Diante disto, eu lhe pergunto: você sabe o que acontece se a renovação de uma bolsa for negada?

 

Neste caso, o estudante pode 1) entrar com um recurso em até 10 dias e aguardar a nova decisão da CAPES, 2) pedir auxílio ao departamento de pesquisa na Universidade no exterior para tentar um financiamento pela Universidade, ou seja, uma bolsa de estudos independente do Ciência sem Fronteiras, CAPES, Governo Brasileiro, ou 3) aceitar a decisão da CAPES sem recorrer, abandonar o doutorado no meio do caminho, e retornar ao Brasil em até 30 dias contados a partir da decisão da CAPES.

 

Agora, me diga: se tivermos a renovação da bolsa negada, com que recursos o Governo espera que possamos ficar e tentar resolver a nossa situação (leia-se entrar com o recurso ou pedir ajuda à Universidade)?? Como vamos pagar aluguel, alimentação, e contas durante este período de espera do resultado final, ao qual temos direito??

 

Ao mesmo tempo, temos notícias de que alguns estudantes estão tendo seus pedidos de renovação negados, sob justificativas gerais e supérfluas em pareceres que não são sequer assinados por um consultor. Há consultores alegando pouco potencial de inovação em projetos já aprovados pela CAPES e renovados em anos anteriores! Outros ignoram completamente os pedidos de alunos, apesar de excelentes desempenhos acadêmicos, comprovados por histórico escolar, relatório de atividade e recomendação de professores.

 

As consequências deste descaso do Governo Brasileiro não param aí. Primeiro, lembramos que nós, bolsistas, investimos nosso tempo e recursos no processo de admissão ao doutorado (estamos falando de muitos meses e alguns mil reais), para que tivéssemos nossos estudos financiados pelo Governo Brasileiro com a contrapartida de retornarmos ao país para devolver o conhecimento adquirido. Vamos deixar claro: o Governo investiu em nós, o que é diferente de fazer um favor. Portanto, a não renovação de bolsas por motivos como os que citamos aqui é a perda deste investimento.

 

Segundo, por causa desta falta de respeito que o Governo vêm demonstrando com os bolsistas, muitos de nós já estamos cogitando buscar apoio das Universidades para que nos mantenham como bolsistas independente da CAPES. O que isso significa? Que muitos bolsistas estão optando por cancelar seus contratos com o Governo e pagar de volta o valor investido com juros e correção monetária para não ter que conviver com este tratamento que nos é dado pela CAPES. Em outras palavras, bolsistas estão escolhendo devolver o investimento brasileiro e aplicar o conhecimento adquirido no país que os acolheu e os levou a sério. Justiça seja feita, um doutorado (ainda mais longe de casa, família, e amigos) já acrescenta uma carga considerável de estresse na vida de um estudante. A última coisa que precisamos é ser tratados com descaso pelo nosso próprio país!

 

OU SEJA: o Ciência sem Fronteiras e os programas de doutorado no exterior da CAPES estão perdendo a sua função primária que é investir na capacitação da pesquisa brasileira! E isso, amigos, é muito sério. É o dinheiro dos impostos de milhões de brasileiros jogado no lixo, mais uma vez.

 

Por isso, agora pedimos a sua ajuda. Já enviamos uma carta assinada por mais de 50 bolsistas à Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG), que tem como uma de suas funções representar os estudantes na cobrança de seus direitos junto às agências patrocinadoras como a CAPES. Mas isso não é suficiente, queremos que ouçam nossa voz!  Compartilhe este texto e/ou estas informações como quiser.  Mande para seu candidato no Governo, para seu amigo jornalista, divulgue em redes sociais. Faça seus amigos, sua família, e todos que pagam impostos saberem o que está acontecendo com a pesquisa no país.

 

O Futuro do Brasil agradece.

Pós-graduação nos EUA: saiba se deve tentar e por quê

Se você está lendo isto, muito provavelmente já decidiu ou está considerando seriamente a hipótese de fazer uma pós-graduação no exterior. Mas, além de fazer turismo barato, aproveitar festas bombásticas e ficar rico, você já pensou na sua real motivação para entrar no meio acadêmico em outro país? Será que você realmente pode tentar? E por que deveria?

Por que uma pós-graduação?

A primeira coisa a se perguntar é: por que fazer uma pós-graduação, seja no Brasil ou no exterior? Quem busca continuar estudando após terminar a faculdade geralmente está querendo aprimorar e atualizar seus conhecimentos para poder desempenhar melhor uma função profissional no futuro (ou até no presente). Atualmente, muitos recém-formados chegam ao mercado com uma sensação de vazio ou despreparo, tendo a impressão de que não aprenderam nada útil ou relevante durante a graduação. Alguns optam por ingressar direto numa pós-graduação para não quebrar o ritmo da vida acadêmica, outros preferem trabalhar um tempo para descobrir as áreas que mais os atraem e identificar possíveis deficiências em suas formações.

Qual tipo de pós-graduação escolher?

Existem diversos tipos de pós-graduação no mercado, desde mestrados profissionais a doutorados. Em nossa próxima postagem, faremos uma descrição mais detalhada de cada uma para lhe ajudar a escolher a que mais se identifica. De qualquer forma, é bom adiantar, uma coisa é certa: para fazer pós-graduação, tem que gostar de estudar.

Desisto!

Por que no exterior?

Infelizmente, em muitas áreas no Brasil, mestrado e doutorado não são muito valorizados por várias empresas, pois ainda têm um caráter predominantemente acadêmico, sendo mais voltados para quem pretende se tornar professor universitário ou prestar certos concursos para ingressar em outros empregos públicos. Aqui temos a primeira vantagem de se tentar uma pós-graduação no exterior: em diversos países, essa realidade é bastante diferente.

Nos EUA e na Europa, a academia e o ambiente corporativo não são dois mundos separados e independentes; muito pelo contrário, a maioria das universidades possui inúmeros projetos de pesquisa em parceria com empresas privadas, a fim de desenvolver tecnologias, produtos e serviços que sejam aplicáveis e viáveis. Isso ocorre porque grande parte das empresas brasileiras não têm um setor de Pesquisa e Desenvolvimento muito sólido, sendo que a maioria das novas tecnologias são apenas trazidas do exterior e adaptadas, mas não realmente criadas em solo nacional. Já no exterior, as profissões de pesquisador e cientista são intimamente ligadas ao mundo empresarial, não se restringindo aos laboratórios universitários.

Outro fator que atrai muitos estudantes a cursar um mestrado ou doutorado no exterior é o prestígio das instituições estrangeiras. Na maioria dos rankings internacionais , quase metade das 100 melhores universidades estão nos EUA, seguidas por instituições europeias e asiáticas. Ter no currículo uma faculdade dessas com certeza representa um diferencial enorme, mas não é interessante focar no título per se e se esquecer do que ele representa. Vários fatores fazem com que uma universidade tenha excelência, tais como: estrutura física, equipamentos e tecnologias disponíveis, nível dos professores e pesquisadores, produção científica, influência, produtividade e impacto das publicações, patentes, diversidade e atividades no campus, empregabilidade, recursos financeiros, entre outros. Ou seja, a causa de se embarcar numa aventura como essa é poder desfrutar de tudo isso ao máximo. O diploma será mera consequência.

Este é o Engineering Lab da UCR (University of California Riverside - http://ucrtoday.ucr.edu). Se você vê enxerga um parque de diversões, continue a leitura. Você está no lugar certo!

 

Existem ainda muitos outros benefícios em se estudar no exterior. O principal é vivenciar uma cultura diferente. Isso vai além de aprimorar um idioma estrangeiro: é possível entender como a sua área, a pesquisa e a ciência em geral são tratadas em outro país. O aluno compreenderá a rotina dentro e fora da universidade e discutirá com professores e colegas com diferente background cultural no mais alto nível. Terá a chance de conhecer e aplicar novos métodos e tecnologias, ou mesmo utilizar conceitos já existentes para solucionar outros problemas. Isso sem contar a possibilidade de viajar, conhecer novas pessoas e paisagens, experimentar novas comidas e sensações. Tudo isso torna o profissional mais criativo e inovador, que são características muito valorizadas pelo mercado.

Outras habilidades desenvolvidas são a comunicação, a liderança e a responsabilidade. Aqui a frase de ordem é “sair da zona de conforto”: o aluno não contará mais com a proximidade constante de velhos amigos e familiares, e terá que aprender a se virar sozinho num país com hábitos (e, quase sempre, idioma) completamente diferentes. Isso leva a um desenvolvimento pessoal inigualável. Lembrando que ele não irá lidar apenas com uma cultura nova, mas sim várias, visto que a maioria das universidades apresenta um grande quadro de alunos estrangeiros de diferentes partes do mundo. Além do aspecto cultural, muitos deles se tornarão futuros amigos e, algumas vezes, contatos profissionais. Eis aqui mais um motivo: o estabelecimento de um network profissional a nível mundial, que pode acabar promovendo inúmeras possibilidades de emprego no futuro.

Nem tudo são flores, Gafanhoto…

Apesar de toda essa experiência social, o aluno não deve esquecer que seu propósito no exterior é estudar. Para fazer um mestrado ou doutorado, é necessário gostar muito daquilo que se estuda e pesquisa, senão jamais conseguirá terminar o curso. É interessante ter a consciência de que nem tudo serão flores, que haverá momentos de estresse, de desavença, de tristeza e de solidão. E, principalmente, de saudades. Mas tudo isso será compensado pela motivação maior: a curiosidade. O senso de novidade irá impulsionar e inspirar o aluno a se dedicar e tentar sempre mostrar resultado, inclusive para orgulhar a universidade que nele depositou um voto de confiança ao aceitá-lo. Sobre o dinheiro, relaxe e lembre-se do clichê: se você amar o que gosta e fizer bem feito, você será reconhecido e o sucesso financeiro virá como consequência.

E então, jovem? Se você quis parar de ler na parte do “gostar de estudar”, desista enquanto é tempo. Talvez a sua área seja vender coco na praia investir em algo mais prático, ou fazer alguma especialização no seu país que não lhe afaste do mercado de trabalho. Agora, se você leu tudo isto e continua motivado, cara, clique aqui para continuar explorando o Abroaders e siga em frente. Ah, e boa sorte – você vai precisar.

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